Black Sabbath: Tony Martin diz que sua experiência com a banda é feita de altos e baixos
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de fevereiro de 2022
O músico Tony Martin, conhecido por suas passagens pelo Black Sabbath, falou sobre sua longa trajetória durante entrevista concedida ao site Brave Words. E como você deve ter imaginado, o cantor falou sobre o seu período como integrante da banda capitaneada por Tony Iommi.
Tony Martin se tornou frontman do Black Sabbath na segunda metade dos anos 1980, período conturbado na carreira do grupo. Logo de cara, o substituto de Glenn Hughes já pegou uma bucha imensa: gravar as músicas do álbum "Seventh Star" em uma semana.
"Eles me enviaram uma cópia do álbum ‘Seventh Star’ e me disseram para aprender, o que me assustou, porque como eu disse, eu não posso cantar como Glenn Hughes. Então, isso foi assustador, tentar aprender aquelas músicas do Sabbath (...). Eles me ligaram e disseram: 'Desça e dê uma olhada em algumas músicas, vamos ver se podemos fazer isso funcionar’. E a primeira música foi ‘The Shining’, do Eternal Idol. Aí, eles meio que me dispensaram e dois dias depois me ligaram, dizendo: ‘Ok, você conseguiu o emprego. Você tem uma semana para gravar tudo’. São sete dias! Merda, eles estavam em Montserrat um ano e meio antes, por que a mensagem não poderia ser para eu ir até lá?", disse o vocalista.
Na sequência, Tony resumiu a sua experiência como integrante do Black Sabbath como uma montanha-russa. "Cara, honestamente, toda a minha experiência com o Black Sabbath é de altos e baixos. Às vezes é fantástico e outras vezes é uma merda. Como eu disse, não tenho muito o que reclamar, não é disso que se trata. Foi um trabalho árduo, mas me colocou em um lugar favorável. Eu sou grato por isso. Mas a vida segue em frente e aqui estamos com 'Thorns' [disco de Tony, lançado em janeiro deste ano]. Estou agora em um lugar feliz, no momento certo, eu acho. Eu espero que sim", finalizou.
Depois de Ozzy Osbourne, Tony Martin é o vocalista que passou mais tempo com o Black Sabbath. Durante as suas duas passagens, nas décadas de 1980 e 1990, gravou os álbuns "The Eternal Idol" (1987), "Headless Cross" (1989), "Tyr" (1990), "Cross Purposes" (1994) e "Forbidden" (1995).
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