Accept: seguindo o caminho do Judas Priest em "Breaker"
Por Tchelo Emerson
Postado em 13 de fevereiro de 2022
O canal Metal Musikast está publicando uma série especial com resenhas em vídeo de todos os álbuns da banda Accept. Semelhante ao que é feito com músicas e letras do Iron Maiden no especial "Explicando Iron Maiden - Senjutsu", a série traz comentários, curiosidades e análises de cada álbum da grande banda alemã.
O vídeo inédito fala sobre o álbum "Breaker", gravado entre os meses de dezembro e janeiro de 1980 e lançado no dia 16 de março de 1981.
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
Depois da experiência com os dois primeiros álbuns, a banda Accept entra novamente no Delta Studios, na cidade de Wilster, para gravar seu terceiro álbum.
Contando com a produção de Dark Steffens, a banda mantém a formação que se estabilizou após o lançamento do primeiro álbum, com Udo Dirkschneider (vocal), Wolf Hoffmann e Jörg Fischer (guitarras), Peter Baltes (baixo) e Stefan Kaufmann (bateria).
Depois de obedecerem todas as orientações determinadas pela gravadora, buscando uma sonoridade calcada no glam rock inglês dos anos 70, os membros do Accept resolvem tomar as rédeas do seu próprio trabalho e pressionar para que sua música possa apresentar maior influência do heavy metal britânico, especialmente da banda Judas Priest, bem como dos seus heróis do heavy rock como Scorpions, Deep Purple e Rainbow.
O resultado foi o álbum "Breaker", que é considerado por Udo Dirkschneider o nascimento do som que caracterizou o Accept. Wolf Hoffmann disse que considera este o primeiro álbum da banda.
A maior influência neste trabalho foi o Judas Priest, que havia lançado o aclamado álbum "British Steel" em abril de 1980.
O título "Breaker" significa que a banda estava quebrando barreiras, segundo explicou Udo na época.
Quanto à capa, mais uma vez a banda não teve qualquer ingerência na escolha da foto de uma modelo com pedaços de arame farpado atravessando seus ouvidos.
Na contracapa, guitarras Flying V já davam a pista para o som que estava nesse ótimo álbum.
"Starlight" se tornou uma das principais músicas da banda. A faixa-título tem riffs agressivos de guitarra, é rápida e traz ótimo vocais rasgados de Udo.
"Run if you can" tem um refrão que se destaca por sua melodia marcante, cuja letra fala de uma possessão espiritual.
"Can´t stand the night" é uma "power ballad" obscura que nos remete ao clássico do Judas Priest "Beyond the Realms of Death".
A banda não fugiu das polêmicas e trouxe a música "Son of a Bitch", que resumia em sua letra (repleta de palavrões) o sentimento que os integrantes da banda tinham em relação às pessoas envolvidas com os negócios na indústria da música.
Na época do lançamento do álbum, o encarte das primeiras edições não trazia a letra dessa música, que teve uma versão com a letra alterada lançada na coletânea "Midnight Highway".
O álbum segue com ótimas músicas, mantendo o alto nível num trabalho muito coeso.
O vídeo é o terceiro da série chamada "ACCEPT - DISCOGRAFIA COMENTADA", que vai abordar curiosidades sobre todos os álbuns da banda que desbravou a cena musical dos anos 70 e 80 para inaugurar um circuito para o heavy metal na Alemanha.
METAL MUSIKAST no Youtube é um novo canal para os fãs de metal encontrarem muita informação e histórias sobre as principais bandas de várias vertentes do metal
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