A surpresa de Sérgio Britto com sucesso do visceral "Cabeça Dinossauro"
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de março de 2022
Uma análise da discografia dos Titãs mostra que no início da carreira a banda apresentava um som mais sujo e depois foi suavizando para uma fase mais balada romântica. Em entrevista ao canal Corredor 5, o cantor Sérgio Britto refletiu sobre o sucesso de "Cabeça Dinossauro", disco clássico dessa primeira fase mais agressiva.
"O presidente da nossa gravadora ouviu a demo de ‘Cabeça Dinossauro’ e gostou muito. Ele deu respaldo para a gente. Eles sentiram que vinha algo forte e deram o melhor para a gente. Conseguimos o Liminha para a produção e concebemos a capa para o disco, a partir do Leonardo da Vinci", disse.
De acordo com Sérgio Britto, essa aceitação do público foi uma surpresa, já que o álbum é bem "rápido e visceral", diferente da fase mais balada, que levou os Titãs para trilha sonora de novela e programas de auditório.
"Quando chegamos para gravar tudo de preto, o pessoal do estúdio estranhou! O Liminha é um ótimo produtor e consegue tirar o melhor das bandas. Ele aparou arestas e sugeriu coisas, mas sem tirar a originalidade da banda. Cada um de nós tinha a necessidade de externar alguma coisa no disco. Tivemos a sensação de que ia bombar. Um dia, fui ao shopping e estava tocando ‘Polícia’. Nem sabiam que eu era daquela banda! Nosso single, que era o ‘AA UU’, não tocava no rádio, porque foi boicotado no começo. Nos shows, as pessoas cantavam as músicas inteiras! Eu olhava para o Marcelo e dizia que ia chorar. Nunca esperamos essa identificação com o trabalho inteiro tão rápido e visceral. E era fora do padrão da mídia. Depois, viramos música de novela, fomos para o Silvio Santos e tudo. Foi um álbum completo. Não é à toa que até hoje é lembrado como um grande disco, mesmo que esse momento esteja pouco favorável ao rock brasileiro".
Confira a entrevista completa abaixo.
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