Timo Tolkki explica a treta com Guilherme Hirose: "Respeito a posição dele"
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de abril de 2022
O guitarrista Timo Tolkki rebateu as críticas de Guilherme Hirose, do Traumer, que realizou uma entrevista dizendo que o músico finlandês não pagaria seu cachê para que sua banda o acompanhe no show que está marcado para o próximo dia 24 de abril em São Paulo.
Em uma longa entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, Timo Tolkki detalhou a situação, pediu desculpas pela forma com que falou e explicou seu lado da história. Confira no trecho abaixo.
"Toquei 23 shows no México com bandas locais. Isso é bastante! Ninguém fez isso no México antes. Agora, em 2 anos nesse esquema, nunca havia tido problemas. Foi a primeira vez que isso aconteceu.
Agora, por que não posso ir com minha banda titular? Bom, nós tentamos! Mas não deu certo. Não sei se as pessoas no Brasil não estavam interessadas em minha música, mas não sei o que houve. Não sei dizer. Depois, eu mesmo contatei a casa de show Manifesto, em São Paulo, e perguntei se rolava tocar lá. A princípio, eles toparam.
Não fazia ideia de quem eram os caras dessa banda que me acompanharia. (Obs: são integrantes do Traumer) Não sei da cena atual, sou um cara antiquado. Só escuto as mesmas coisas sempre. Não tem jeito. De qualquer forma, era uma banda local e sempre os promoters locais que pagam essas bandas. Aí o vocalista me disse que eles não eram só mais uma banda. Eu prometi que pagaria US$ 500, mas depois fiz os cálculos. Tem meu voo, hotel, voo de volta e tudo mais. Quantas pessoas iriam ao show? Qual o valor do ingresso? Percebi que não dava para pagar.
Ele ficou muito ofendido com isso. Se você olhar a conversa de WhatsApp que tive com ele, fui bastante educado. Agora, quando falo ‘Toca de graça ou se manda’, não foi correto de minha parte. Eu me desculpo por isso. Mas fiquei chateado, sabe? É apenas mais um show e virou uma história longa. Eu entendo ele não querer tocar de graça e respeito isso. Nesse caso, eu precisaria procurar outra banda. Quando expliquei isso, o vocalista me disse que os caras não eram bons o suficiente para mim. Depois, o vocalista disse que o Manifesto iria cobrir o cachê.
Por mim, estava ótimo. Essa era a ideia original. Tudo estava legal, mas aí vi esse vídeo com uma entrevista dele falando mal de mim. Depois, descobri que o Manifesto não ia pagar eles. Ou seja, eles mentiram para mim. O baixista e o baterista disseram que não era verdade. Estou no meio de uma bagunça aqui. Não tinha que ser assim. Estamos esquecendo que o propósito aqui é tocar música.
Nunca desrespeitei as habilidades deles enquanto músicos. Em certo ponto na conversa do WhatsApp, comparei eles com minha banda original, formada pelo Alessandro Conti e o Jari Kainulainen. Só disse que nossas carreiras foram mais para frente do que as deles. Não tem nada a ver com habilidades. A comunicação teve um ruído aí, que levou a desentendimentos. Não sou assim, sabe? Aí vi esse corte da entrevista dele em que ele fala sobre mim. Esse trecho estava com 12 mil visualizações e 250 comentários. O programa inteiro, que era sobre a música dele, tinha 1 mil reproduções. Algo estava errado aí!
Nos comentários, estavam dizendo mentiras sobre mim. Dizendo que quando toquei na Colômbia, eu teria dito para minha equipe sabotar o som da minha banda de apoio. Isso é mentira! Nunca faria nada disso. Nem faço passagem de som. Meu roadie é quem faz. Não é quem eu sou. É ao contrário, porque sempre ajudei muitas bandas na minha carreira.
Eu analiso seus contratos, se gosto da banda, encaminho demos para a Nuclear Blast ou Frontiers, porque conheço os caras. Então fico me perguntando por que isso tudo está acontecendo?
Eu preciso pagar minhas contas. A Finlândia é um dos países mais caros na Europa. Para viver lá não é barato. Vivo em um pequeno apartamento de 65 metros quadrados e dois quartos. Pago de aluguel € 850. Se for adicionar aí o aquecimento, luz elétrica e comida, dá para viver com uns R$ 10 mil. O preço é complicado. Ou seja, preciso de todo dinheiro que conseguir.
Normalmente, não pago pelos meus voos. Os promoters que pagam. Mas dessa vez, queria muito tocar no Brasil. Vou para Buenos Aires também pagando do meu bolso. Acredito que as pessoas que estarão lá são meus fãs. Essa é a história do que aconteceu", disse.
Confira a entrevista completa aqui.
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