Regis Tadeu e a triste constatação que o Pink Floyd não faz a mínima diferença
Por Bruce William
Postado em 16 de abril de 2022
Neste vídeo, Regis Tadeu comenta o inesperado lançamento de "Hey Hey Rise Up": "Todo mundo ficou em polvorosa porque existe uma nova música do Pink Floyd. Na verdade, a história não é nada disso, e eu vou explicar para você neste vídeo", começa Regis no vídeo, que pode ser visto no player a seguir.
Depois dos necessários reclames publicitários, Regis contextualiza a situação explicando que a música se trata, na prática, de uma base instrumental feita por David Gilmour e Nick Mason, acompanhados do baixista Guy Pratt e do tecladista Nitin Sawhney, base essa emoldurada pelo vocal de Andriy Khlyvnyuk da banda ucraniana Boombox cantando uma versão a capella de "The Red Viburnum In The Meadow", canção de protesto ucraniana datada da Primeira Guerra Mundial, que ele havia postado em seu instagram.
Prossegue Regis: "E eu tenho certeza que a causa ucraniana, no meio dessa guerra, mesmo tendo recebido apoio público de vários artistas, vai se beneficiar de modo inquestionável com o peso do nome Pink Floyd", ressaltando que Gilmour tem este conhecimento e justamente por causa disso fez questão de reviver a mítica em torno do nome da banda, citando em seguida a tentativa de se tirar as canções do Pink Floyd das plataformas de streaming da Rússia e de Belarus, que apoia a guerra, explicando que isto não aconteceu por causa do veto de Roger Waters, que no caso desta canção, ao contrário, ele autorizou o uso do nome da banda.
Depois de criticar o que ele chama de "bateria preguiçosa" de Nick Mason no vídeo e elogiar a performance de David Gilmour, "solando com a maestria de sempre uma guitarra raríssima que ele tem na coleção dele", Regis chega ao que ele diz existir, uma "constatação que a gente não pode negar", conforme explica em seguida: "a gente vive num mundo onde estas ações musicais beneficentes, engajadas, com objetivo de conscientizar as pessoas politica e socialmente, tem um efeito zero!".
Em seguida ele emenda: "Canções do John Lennon como 'Give Peace a Chance' e 'Imagine' hoje viraram palavras vazias em postagens nas redes sociais, infelizmente. Por isso não adianta a gente esperar que o lançamento desta tal música do Pink Floyd vai ter uma mobilização na proporção do 'Live Aid' ``, raciocina Regis, citando o lendário evento realizado por Bob Geldof em 1985. "O que importa para David Gilmour, principalmente, é ele ficar com a consciência tranquila de que pelo menos ele fez alguma coisa, e ainda contando com a visibilidade e o peso de sua ex-banda".
Por último, Regis conclui explicando que não há a mínima chance de acontecer um retorno do Pink Floyd: "Não vai voltar, pode esquecer, não tenha esperança disso", finaliza Regis.
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