Steve Vai sobre conselho de Frank Zappa: "me poupou literalmente milhões de dólares"
Por André Garcia
Postado em 31 de maio de 2022
Se Steve Vai é um dos maiores guitarristas do mundo, é, pelo menos em parte, graças a Frank Zappa. Afinal de contas, quando tinha apenas 20 anos, Zappa o convidou para sua banda, onde ele tocou de 1980 a 83. Período esse onde ele disse ao jovem guitarrista que o timbre de sua guitarra soava como um "pão com mortadela elétrico".
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Conforme publicado pela Guitar World, em entrevista para Rick Beato, Steve Vai relembrou aquele período de sua carreira. Entre outras coisas, ele revelou um conselho de Frank Zappa que o "poupou literalmente milhões de dólares": "Mantenha seus direitos autorais".
"Eu [pedi um conselho a ele] esperando alguma resposta esotérica tipo para você simplesmente tocar da maneira que quiser. Mas ele disse só: 'Mantenha seus direitos autorais'." Músico extremamente prolífico e com a experiência de anos de estrada, ele sabia que deter o controle sobre sua própria obra era a coisa mais importante.
"Eu nem sabia o que era direito autoral", confessou Vai, "então ele me deu o número de um advogado. Eu paguei por uma hora do tempo do advogado, e ele me explicou sobre o assunto. E, eu vou te falar: aquilo me poupou literalmente milhões de dólares ao longo dos 37 anos que sou músico."
"O pessoal da arte, músicos pensam de forma diferente do pessoal dos negócios", prosseguiu. "Músicos são fascinados por notas, arranjos, encontrar o acorde certo, a melodia... são obcecados por essas coisas. Já o pessoal dos negócios tem essa mesma paixão, mas por números. E não há nada de errado nisso — ambos são necessários. Mas muitas vezes (se não em todas as vezes) os negócios são desfavoráveis aos artistas. Eles meio que se aproveitam porque os artistas ficam intimidados."
"O primeiro e mais importante é ter sua própria editora. Só o termo 'empresa de publicação' já intimida, mas a coisa chega a ser idiota de tão simples. É só entrar na internet e digitar 'Como abrir minha empresa de publicação musical'. Você preenche uns formulários, quando eu o fiz 37 anos atrás me custou $12. Eu fui ao cartório assinar uma papelada, e [então] eu tinha minha editora. Minha música estava assegurada, porque tudo que eu escrevia pertencia a mim."
"E o que eu notei ao longo dos anos foi que uma das coisas que mais resiste à passagem do tempo é o direito autoral. A tecnologia da produção musical, a forma como se vende, a forma como se compra... essas coisas estão sempre mudando — e seguirão mudando. Mas sua propriedade intelectual vai seguir a evolução tecnológica se você a mantiver", concluiu.
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