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Os erros e acertos do Judas Priest no álbum "Ram It Down" de acordo com K.K. Downing

Por Clovis Roman
Em 19/05/22

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Após o lançamento de Turbo, em 1986, e de sua respectiva turnê, que foi um sucesso de público e resultou no espetacular álbum ao vivo Priest... Live!, o guitarrista K.K. Downing pensava que o Judas Priest devia fazer um disco mais heavy metal. O músico explica sua visão no livro "Heavy Duty: Minha Vida no Judas Priest", co-escrito por ele e Mark Eglinton, e lançado no Brasil pela editora Estética Torta.

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"Tínhamos submetido nossos fãs a uma espécie de montanha-russa de estilos, desde Point of Entry e Screaming for Vengeance até o Defenders of the Faith, depois promovendo uma completa reviravolta com o Turbo. Pareceu que tínhamos chegado a uma encruzilhada. ‘Vamos segurar a mão um pouco agora...’, imaginei", explica.

O dilema era compreensível, afinal, por mais que tenha vendido bem ao redor do mundo, Turbo não foi exatamente o que o grupo esperava em relação a cópias comercializadas: "Senti que precisávamos nos concentrar nos nossos principais ouvintes para garantir o futuro comercial. Outras bandas, como Def Leppard, AC/DC e Van Halen, lançaram álbuns que contabilizaram enormes vendas, mas a gente, por algum motivo, nunca chegou lá. Acredito que o Turbo tenha vendido uns 2,5 milhões de cópias até hoje [...] não chega nem perto do que projetamos na época do lançamento. Ao atrair novos fãs, tínhamos perdido tantos, senão mais, fãs que tinham estado com a gente desde antes de 1986", delibera.

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Apesar de todas as questões que tinham em frente em relação ao sucessor de Turbo, que acabou saindo com o título Ram it Down, em 1988, o resultado não foi totalmente positivo para K.K. Downing: "Seja porque trouxemos para Ram It Down algumas sobras do Turbo (leia-se ‘Hard as Iron’, ‘Monsters of Rock’, ‘Love You to Death’ e a faixa-título), seja porque não conseguimos atingir a medida certa no álbum como um todo, não fiquei totalmente satisfeito com ele".

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"Suponho que provavelmente estivéssemos em busca de um clima mais sombrio no geral. ‘Ram It Down’ e ‘Blood Red Skies’ definitivamente se encaixam nesse perfil. Porém, as outras músicas, por mais que eu ame todas, eram tudo menos sombrias. Eram arrasadoras, sem dúvida – ‘Heavy Metal’, ‘I'm A Rocker’, ‘Love Zone’, por exemplo, mas eram faixas otimistas e alto-astral, ao invés das monstruosidades que eu esperava", complementa o guitarrista.

O grande tropeço do trabalho, de acordo com Downing, foi uma cover que surgiu de uma proposta para um filme, na tentativa de corrigir um erro cometido pela banda um par de anos mais cedo. A releitura do clássico de Chuck Berry, todavia, não animou o músico: "Durante as sessões na Dinamarca, Bill [Curbishley, empresário] deu as caras. ‘É possível que haja uma oportunidade de uma trilha sonora de filme’. Bill tinha uma oferta para contribuirmos com a faixa-título de um filme chamado Johnny Be Good. Decidimos gravar ‘Johnny B. Goode’ para o filme, com a intenção de incluí-la no Ram It Down. No fim das contas, apostamos no cavalo errado. Não apenas o filme foi um grande fracasso de bilheteria, como também a música simplesmente não se encaixava no álbum. Por mais que tenhamos feito uma versão cheia de energia, com a marca do Judas Priest, por uma perspectiva estilística e sonora eu via essa faixa como uma enorme pedra no sapato. Até diria que, apesar de ter sido lançada como single principal, ela desvalorizou o Ram It Down consideravelmente", conclui K. K. Downing sobre esta cover. O filme Johnny Be Good saiu no Brasil com o título "Johnny Bom de Transa" (!).

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O fato da banda ter aceitado gravar-lá veio da frustração de, em 1986, terem recusado ceder uma faixa para a trilha sonora do filme Top Gun, um imenso sucesso comercial nos cinemas e que passou muito na TV Brasileira por anos. Quando perderam a oportunidade, o filme foi um sucesso; quando aceitaram fazer algo similar para outro longa, este foi um imenso fracasso. "Considerando o sucesso de Top Gun, percebemos que provavelmente tínhamos errado ao não ceder ‘Reckless’ para os produtores daquele longa, mas é normal ficar receoso de apostar no cavalo errado, por assim dizer".

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No capítulo referente à época do álbum Turbo (1986), K. K. Downing conta como surgiu a oportunidade da trilha sonora e como ela foi desperdiçada: "A Sony tinha sido abordada pelos responsáveis pela trilha sonora de um filme chamado Top Gun, com lançamento previsto pra 1986", conta, ao explicar que a produção do longa metragem queria a faixa "Reckless". "Pesquisamos as informações que estavam disponíveis sobre o longa. Parecia ser um misto de romance com drama militar. Além das nossas questões sobre o filme fazer ou não bom uso de possa música, também questionamos se prestaríamos um desserviço ao Turbo por alterar seu fluxo e sua listagem de músicas ao remover uma que tinha sido intencionalmente posicionada no final do álbum para um encerramento apoteótico". Com o impasse sobre ceder ou não a faixa, a decisão acabou sendo tomada por Bill: "Deixem 'Reckless' onde está. Tenho certeza de que haverá outras oportunidades de trilha sonora", disse o empresário. No fim das contas, Top Gun teve a maior bilheteria daquele ano e se tornou um dos filmes mais populares de todos os tempos, assim como sua trilha sonora. "Sentimos na pele que aquela decisão foi terrivelmente errada. Foi certamente uma oportunidade perdida", conclui o guitarrista.

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Outra questão na época das gravações aconteceu em uma parceria temporária entre o Judas Priest e Stock Aitken Waterman, incentivada por Bill. Na fase final das gravações do Ram it Down, os músicos foram para Paris conhecer o produtor e trabalhar em algumas canções. "Pelo que me lembro, três músicas foram gravadas, e a que brotou na internet certo tempo depois foi um cover de ‘You Are Everything’ do The Stylistics. Por mais polida e pop que a música soasse, a marca do Judas Priest estava em toda parte nessa canção de amor toda melosa – isso era inegável. Do nada, parecia que o Judas Priest estava parado à beira do abismo, com o suicídio artístico nos encarando lá do fundo".

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Apesar das demos terem sido feitas, a parceria não foi para frente, no que K. K. Downing considera uma decisão acertada: "Senti que estávamos tentados a ver no que isso poderia dar. No fim das contas, porém, o bom senso prevaleceu. Enterramos a discussão em uma conversa rápida. A razão pela qual foi tão fácil desistir foi que estávamos cientes de que algumas bandas que tinham optado por singles mais comerciais venderam alguns milhares de cópias, mas depois viram as suas vendas de álbuns e a credibilidade rolarem ladeira abaixo. Nunca fomos uma banda de singles simplesmente, criamos uns álbuns que geraram singles. Havia uma diferença enorme nas duas abordagens".

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"Com o benefício de olhar hoje para o passado, a colaboração com Stock Aitken Waterman foi uma experiência divertida. Foi maravilhoso conhecê-los e entendo perfeitamente por que fizeram tanto sucesso. Porém, eu realmente acho que teria sido o beijo da morte pra banda. Teria sido a gota d'água para nossos fãs também para alguns fãs o Turbo já tinha passado dos limites", encerra.

No final das contas, Ram it Down vendeu menos que o Turbo, mas recebeu discos de ouro nos Estados Unidos e Canadá. O livro Heavy Duty: Minha Vida com o Judas Priest, conta com mais de 300 páginas e capa dura, e pode ser adquirido diretamente no site da editora Estética Torta (na compra, o fã receberá um bookplate autografado pelo próprio K. K. Downing – tiragem limitada).

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Judas Priest: 10 composições que merecem mais atenção, pela Ultimate Guitar