Angus Young, do AC/DC, conta como é para ele o antes, o durante e o depois de um show
Por André Garcia
Postado em 30 de junho de 2022
Um dos maiores e mais icônicos frontmen que já existiu no rock é Angus Young, com seu uniforme de colegial, batendo cabeça e agitando insanamente do começo do show até o fim. Algo que surgiu naturalmente na época em que ele ainda estava na escola, mas que se tornou a marca registrada do AC/DC, e é algo obrigatório nos shows da banda até hoje.
Em entrevista para a Guitar World, o guitarrista falou sobre como é para ele a experiência de fazer um show — o antes, o durante e, principalmente, o depois.
Guitar World: Subir no palco e agitar sem parar é algo que você fazia nos anos 70 — e faz desde então. Como você consegue manter isso?
Angus Young: Depois de um show, eu só quero relaxar por umas horas. Eu tento me esconder, para o caso de alguém me agarrar e dizer: "Aí, você tinha que ter tocado tal música hoje!" Eu preciso de um tempo para relaxar. Eu não gostaria de ser o Angus Young do palco o tempo todo — eu estaria destruído em uma semana. Teve uma turnê americana que eu fiquei com 42 quilos, eu pesava 50 quando começamos.
Guitar World: Você ainda fica nervoso antes de um show?
Angus Young: Às vezes é assustador, mas você tem meio que se preparar psicologicamente, se dar um belo chute no traseiro. Geralmente, é só eu vestir o uniforme, e estou pronto. Estou nervoso, no limite, mas não apavorado. Pelo menos eu não preciso passar maquiagem. Eu espremo minhas espinhas.
E tem noites que levo pontos tentando ser o colegial. Por causa do nervosismo, eu acabo tropeçando e até mesmo esqueço de fechar o zíper de vez em quando. Vou mijar e esqueço. A última coisa antes de subir no palco é sempre dar uma mijada e fumar um cigarro. Se você ver meu short saindo fumaça foi porque eu confundi a ordem!
Guitar World: Como você se sente em cima do palco?
Angus Young: Eu estou no meu mundinho. A adrenalina toma conta. É como quando você decola num avião. É emocionante. Quando você está mandando bem, é a melhor sensação do mundo. Mas quando as coisas saem errado, é como se alguém tivesse te metido um marcador de gado em brasa por trás.
Mas para mim os shows passam tão rápido... Você vai, volta, e tem que tornar a ser a pessoa que você é. Essa é a parte difícil, porque quando você mergulha em ser o colegial, é difícil sair. É como se eu fosse duas pessoas diferentes — às vezes três!
Guitar World: Quem é o terceiro?
Angus Young: É isso que eu estou tentando descobrir! Às vezes eu estou lá em cima e penso: "O que meus pés estão fazendo?" Eu fico olhando para eles para ver para que direção eles querem ir. É só isso que eu faço — seguir meus pés e a guitarra. O duckwalk vem naturalmente.
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