"O Eloy Casagrande, antes de entrar no Sepultura, ele me visitou", conta Jean Dolabella
Por Bruce William
Postado em 14 de junho de 2022
Em outro corte da participação no podcast ibagenscast conduzido por Manoel Santos, o baterista Jean Dolabella, atualmente no Ego Kill Talent onde também toca guitarra, revelou em detalhes como acabou indo parar no Sepultura. E neste corte abaixo ele conta como foi sua saída do Sepultura, onde esteve 2006 e 2011 e gravou os discos "A-Lex" de 2009 e "Kairos" de 2011.
Depois de contar que o processo de composição na banda sempre foi totalmente aberto, com todos contribuindo e tendo suas colaborações sendo consideradas, liberdade total, ele explica como foi o seu processo de saída da banda: "Demorou pra chegar no momento de eu falar 'não cara, realmente é isso mesmo que tem que fazer'. É óbvio, estamos falando de tomar uma decisão muito séria, tipo, eu estou tocando numa das maiores bandas de Metal do mundo, conquistando um lugar profissionalmente, super bem aceito, e vou sair da parada? Então a coisa foi ficando cada vez mais difícil, principalmente em relação estrutural, de como que as coisas eram, como eles lidavam com coisas de dentro ali, empresário, banda, como que eram as coisas... era tudo muito bagunçado e, pra mim, foi ficando desconfortável até chegar o momento em que pensei 'cara, não dá pra fazer isso mais deste jeito porque está muito mais negativo do que positivo".
Jean reafirma que estar no Sepultura era algo único, especial, mas ele concluiu que a decisão de sair era a que mais fazia sentido dentro das circunstâncias da época. "Então é isso, demorou um tempo sim pra eu organizar isso na minha cabeça e ter certeza que era isto que eu queria fazer(...)eles também se entenderam com as coisas deles, eu vejo isso hoje como algo que tinha que acontecer pros dois lados assim, eu acho que o Sepultura reorganizou toda a parte de management ali dentro, se vinculou com pessoas mais sérias que lidam de uma forma mais profissional, a coisa meio que se alinhou prum lado muito bom assim".
Daí Jean fala sobre seu sucessor na banda: "O Eloy Casagrande, antes dele entrar no Sepultura, ele foi em casa. A gente se conhecia, ele foi em casa pra falar 'cara, surgiu este convite e eu queria vir aqui te falar', achei isto foda pra caralho da parte dele, de consideração e profissionalismo, porque foi assim 'cara, eu vim aqui pra te dar um toque, porque não queria que você soubesse assim, de repente, entrou o cara'", conta Jean. "Não acho que seria isso assim, até porque alguém vai entrar na banda. Mas achei muito foda o jeito que ele conduziu a parada, e ele (era) muito novo né? Foi interessante o papo e super massa, a gente é super amigo até hoje, desde sempre e desde antes, na verdade. É um cara que eu admiro pra caralho e mais ainda depois disso, e a banda também a mesma coisa, depois que a poeira abaixou, cara está tudo certo sacou, tenho minha banda, faço minhas coisas, o Sepultura está seguindo uma trilha muito foda, a gente se fala, a gente tem um contato super positivo, encontrei com o (Paulo) Xisto recentemente nos shows do Metallica, a gente esteve junto, enfim. O Derrick a gente se fala de vez em quando, o próprio Eloy, então está tudo certo".
A entrevista completa de Jean Dolabella ao podcast Ibagenscast pode ser conferida no vídeo abaixo.
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