Jean Dolabella revela, em detalhes, como acabou indo parar no Sepultura
Por Bruce William
Postado em 12 de junho de 2022
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Jean Dolabella, atualmente baterista e guitarrista da banda Ego Kill Talent, esteve no podcast Ibagenscast, apresentado por Manoel Santos, que em um determinado momento confessou ter achado "um tanto quanto inusitado" ele ter entrado no Sepultura, onde esteve entre 2006 e 2011, tendo gravado os discos "A-Lex" de 2009 e "Kairos" de 2011.
"Ele toca muito, mas será que vai dar certo no Sepultura?", conta Manoel, perguntando em seguida como surgiu o convite para ingressar na banda. "Cara, não sei se fui surpreendido", responde Jean. "Acho que sim também, o caminho, de onde veio esse convite fazia todo o sentido na época pra mim, porque o que aconteceu foi assim... ah... eu... deixa ver de onde posso começar pra fazer sentido... o primeiro, disco que vai esbarrar no Diesel também, e eventualmente virou o Udora. Quando a gente gravou o primeiro disco do Diesel, o que é independente, que eventualmente a gente foi gravar nos EUA este mesmo disco que nunca saiu, mas enfim, a gente lançou o disco do Diesel com a capa do bueiro escrito Diesel, a gravação desse disco foi feita pelo Stanley Soares, que é o cara que trabalhou durante muito tempo fazendo PA pro Sepultura. Que gravou discos do Sepultura, inclusive o 'A-Lex' que eu gravei".
"E hoje ele acabou de terminar a turnê do Megadeth, está fazendo PA pro Megadeth, trabalha com uma galera, um super cara foda de estúdio" conta Jean, sob o olhar surpreso de Manoel. "Mas assim, a gente meio que cresceu junto de certa forma, a nossa vida musical sempre andou em paralelo aqui em BH, ele é daqui também, e aí ele gravou este disco do Diesel e eu já fiz vários outros trampos pra ele, a gente já gravou vários discos de outras pessoas. Então ele foi construindo a carreira dele como técnico de som, enquanto eu construí a minha até antes do Diesel. Ele fazia som de uma banda de baile que eu tocava antes de ter o Diesel, sempre se cruzou por outros lugares", explica.
Daí Jean conta que Stanley foi pros Estados Unidos, fez um monte de coisas até que eventualmente ele entrou pro Sepultura, quando o Andreas (Kisser) decidiu fazer um disco solo o disco solo dele, e ele perguntou pro Stanley se tinha algum cara que ele indicaria. Stanley indicou Jean, que Andreas já conhecia pelo trabalho com o Diesel. E mais adiante, quando o Igor (Cavalera) deixou o Sepultura, o nome de Jean surgiu novamente, e neste momento ele já havia saído do Diesel e não estava mais no Udora. "Coincidiu todo esse momento pro Andreas me chamar pra fazer um ensaio, um teste, sei lá como a gente chama aquilo ali que foi o primeiro contato", diz Jean entre risos. "Mas eu já conhecia eles, conhecia o Igor, inclusive foi o primeiro cara do Sepultura que eu conheci a ponto de sentar e trocar uma ideia de fato, ele foi num dos shows da Escalada do Rock, que foi uma espécie de... ah... quase como se fosse um campeonato de bandas pra ver quem iria tocar no Palco Mundo do Rock in Rio. E a gente ganhou o evento. O Igor foi numa dessas eliminatórias, a gente trocou maior ideia, ele achou foda pra caralho, a gente ficou lá, no dia foi muito foda. E eventualmente eles foram tocar em Los Angeles e a gente estava morando lá na época do Diesel, a gente se encontrou lá, foi no show da época em que o Stanley ainda estava fazendo o PA do Sepultura, encontramos todo mundo, encontrei o Andreas também, trocamos uma ideia coisa e tal", prossegue Jean. "Enfim, eventualmente a parada se cruzou, fui lá fiz o teste pra entrar, deu tudo certo, rolou uma química super foda e foi isso que rolou".
Daí Jean conclui: "Então, tipo assim, de certa forma, voltando ao começo da pergunta, eu não esperava isso acontecer. Até porque tinha muito tempo que a minha cabeça... eu ia dizer minha cabeça musical, mas é mais tipo assim o lugar que eu estava atuando profissionalmente não era dentro do Metal", diz Jean, explicando ainda que eu ele começou muitas coisas dentro do gênero, mas assumindo que na época o que ele fazia era algo bem diferente: "Era uma coisa mais pra Rock, Alternativo, Grunge, do que dois bumbos, uma coisa Metal assim. E isso me pegou, tipo assim 'caralho, mano, vou ter que... foi umas boas duas semanas ali de reconectar a coisa, praticar e entrar de novo numa... realinhar uma parada que estava meio dormindo ali, que eu não estava acessando, já fazia tempo. Mas enfim, foi super foda", finaliza.
Esse trecho transcrito acima está no corte a seguir.
A entrevista completa de Jean Dolabella ao podcast Ibagenscast pode ser conferida no vídeo abaixo.
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