Willie Adler conta que ficou furioso e não queria gravar novo do Lamb of God
Por Emanuel Seagal
Postado em 23 de setembro de 2022
O Lamb of God consagrou-se como uma banda cheia de energia ao vivo, fazendo shows constantemente desde 1994, quando se apresentavam com o nome Burn the Priest. A pandemia do coronavírus, no entanto, colocou o quinteto de molho, atrapalhando os planos da turnê de divulgação do seu oitavo álbum, que carrega o nome do grupo. Em um bate-papo com Jon Wiederhorn, da revista Guitar World, a banda comentou as gravações de "Omens", seu novo disco, que será lançado no dia 7 de outubro, pela Epic Records.
Lamb Of God - Mais Novidades
"Amamos fazer shows. Ao longo dos anos ganhamos a confiança de conquistar públicos, mesmo quando eles não estão lá para nos ver, e isso é algo poderoso - ter pessoas compartilhando a experiência contigo", comentou o guitarrista Mark Morton sobre o novo trabalho, gravado em grande parte ao vivo em estúdio, com o produtor Josh Wilbur.
"Eu estava relutante, pois havíamos acabado de lançar o álbum autointitulado, em junho, e eu achei que ele ficou excelente. Foi como se tivéssemos repentinamente acabado um relacionamento com aquele disco. Eu pensei, 'Que porra é essa, cara?' Não podemos deixar esse disco respirar por um maldito segundo antes de seguirmos em frente?'", relembrou o guitarrista Willie Adler sobre as gravações, que tiveram início em fevereiro de 2021.
Willie acatou a decisão, embora tenha xingado seus colegas durante todo o percurso até o estúdio, pois julgava ser uma ideia idiota. Ao encontrar Mark as coisas começaram a mudar. "Ele me ganhou com seu entusiasmo. Ele me disse 'Ei, cara, isso vai ser divertido! Faremos totalmente diferente da última vez', e eu fiquei, tipo, 'Okay, eu acho que só estou sendo infantil'.", relembrou. Ele acrescentou: "Começamos a gravar tão perto do outro disco. Fiquei brabinho com a ideia de seguir em frente. Achei que aquele disco foi ótimo e abrangeu tudo muito bem. Eu estava enlouquecendo porque pensei que tudo que fizéssemos seria visto como algo muito parecido com o que gravamos no disco anterior, mas não é. O material é muito diferente."
Embora o tempo entre os dois discos seja curto, e algumas composições iniciais, descartadas, fossem parecidas com músicas anteriores, Mark Morton não compartilhava das mesmas preocupações que seu colega de guitarra. "Não quero contradizê-lo, mas não senti que sequer fizemos uma turnê para aquele álbum. Então, pra mim, o disco foi lançado e então fomos pra estrada por um ano e meio. Se você começa a fazer shows um ano e meio depois que o disco foi lançado, eu não sinto que você está fazendo uma turnê para esse disco mesmo", explicou.
Para Mark gravar um disco e fazer shows são atividades distintas, pensamento que ele diz que não são compartilhados por seu colega guitarrista Willie e o vocalista Randy Blythe. "Quando estou compondo ou gravando em estúdio, eu sou parte de uma música que as pessoas vão ouvir, e isso terá seu lugar e ter seu próprio valor pelo tempo que as pessoas tiverem interesse em ouvir, e não tem nada a ver com o número de shows que fizermos", afirmou.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 50 melhores riffs de metal e rock de todos os tempos, segundo a Guitar World
Astros do rock e metal unem forças em tributo ao Deep Purple
A opinião de Ozzy Osbourne sobre o álbum "Seventh Star", do Black Sabbath
A canção barra pesada demais para as lojas que os Rolling Stones decidiram bancar
O instrumento que Paulo Miklos quis tocar nos Titãs e foi vetado na hora
Os 5 músicos com quem Gene Simmons comprou algumas das maiores brigas de sua carreira
Membros originais do Nightwish dão "sinal verde" para turnê com ex-membros
Em depoimento emocionante, membro da equipe do Metallica lembra acidente que matou Cliff Burton
Ringo Starr reflete se ele tocava melhor nas composições de John Lennon ou de Paul McCartney
Os álbuns do Nightwish que Tuomas Holopainen mais gosta e o que menos aprecia
Black Sabbath relança seus dois primeiros álbuns em fitas de rolo
5 músicas de metal que ou você ama de paixão ou odeia com todas as forças
Brent Hinds tentou fazer o Mastodon abandonar o heavy metal
5 músicas de metal em que os últimos segundos são a melhor parte
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide

Os melhores discos lançados em 2026, segundo a Metal Hammer, incluindo um brasileiro
Mark Morton elege "As the Palaces Burn" como seu álbum preferido do Lamb of God
Sex Pistols foi a banda que mudou a vida de Randy Blythe, vocalista do Lamb of God
Randy Blythe (Lamb of God) admite que todo mundo tremeu em "Back to the Beginning"
Randy Blythe (Lamb of God) responde a Max Cavalera sobre vocalistas que o influenciaram
Rock e Metal: as onze covers mais estranhas da história


