Reality é forma domesticada de ir no coliseu ver leão comer pessoas, diz Bruno Sutter
Por Gustavo Maiato
Postado em 22 de outubro de 2022
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
A participação de Bruno Sutter no reality show "A Ilha", na Record", o fez refletir sobre a natureza desse tipo de atração. Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, em parceria com o Whiplash.Net, o musico explicou que esses programas mexem fundo na psiquê humana.
Bruno Sutter - Mais Novidades
"Na minha época, a televisão era o principal motivo de diversão e entretenimento para as pessoas. Hoje, é a internet. A audiência da TV tem perdido muito para a internet e redes sociais. Percebo que o reality show que participei aconteceu o seguinte. A Record trouxe gente de mundos opostos à TV para participar, como influencers. Pessoas que fazem sucesso na internet foram puxadas para a TV para tentar fazer um movimento contrário. A ideia era trazer a fama da internet para a TV. Vejo que é uma tendência a queda de audiência da TV. Os reality show são as atrações que dão mais audiência na TV, o que é algo muito louco. É uma coisa que tem tudo a ver com redes sociais. As redes sociais é falar da vida dos outros ou falar da sua vida como se fosse feliz e rico. É bom ter esse choque de realidade. Ver pessoas em um reality passando por dificuldades e sofrimentos. Você se sente um pouco melhor vendo a pessoa se foder do outro lado. Isso é um aspecto um pouco perverso da psicologia humana, mas sempre aconteceu, né? Antigamente, o pessoal ia no Coliseu ver os leões comerem as pessoas. Ou então iam ver execuções, cortar a cabeça das pessoas. Os reality shows não deixam de ser uma forma domesticada de apreciar esse tipo de situação primitivo da psiquê humana. No caso da ‘A Ilha’, era mais baseado em prova de resistência. Não tinha tanta treta. A audiência foi menor por isso. O pessoal quer ver treta. No caso de ‘A Fazenda’, aquilo é sem parar só treta e quase porrada. A audiência é muito maior. É um fenômeno que ao mesmo tempo merece e não merece ser estudado. Porque o ser humano sempre gostou de ver as desgraças alheias", disse.
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