O músico que desprezou a Rainha no Live Aid e jamais iria ao funeral da Rainha
Por Bruce William
Postado em 02 de outubro de 2022
Muito já foi dito sobre a lendária performance do Queen no dia 13 de julho de 1985 no Wembley Stadium como parte do Live Aid, evento beneficente organizado por Bob Geldof e Midge Ure que contou com uma quantidade imensa de artistas e foi realizado simultaneamente em vários lugares pelo mundo, que inclusive foi recriada de forma magistral na cinebiografia "Bohemian Rhapsody", de 2018, onde mostra que a grande maioria do público ficou realmente impressionada com a performance de Freddie Mercury e seus companheiros de banda.
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"Todos estão falando sobre o Queen", admitiu Roger Waters em uma curta entrevista concedida nos bastidores do evento (veja no YouTube), onde revelou que ele estava ali para ver "os dinossauros", maneira carinhosa como ele se referia ao The Who. "Eles foram maravilhosos. Vim aqui a tempo de vê-los e achei aquilo espetacular, esplêndido", deixando claro que o baixista e compositor do Pink Floyd sequer se interessou em conferir o show do Queen, apesar de todo o burburinho causado pela apresentação. "Esse tipo de show em estádios serve justamente para isso; shows em estádios se prestam justamente a esse tipo de coisa, não?".
E em conversa via videoconferência com a jornalista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Waters falou sobre a polêmica envolvendo o cancelamento de shows na Polônia devido ao seu posicionamento perante o conflito envolvendo a Ucrânia e a Rússia.
"Esse inverno na Europa vai ser uma loucura por causa dessa guerra insana na Ucrânia", diz Waters. "Putin é o grande vilão do Ocidente, mas os russos tentaram alertar. 'Por favor, essa é uma linha vermelha (que não deve ser cruzada)'. Assim como os chineses avisaram Taiwan. 'Por favor, não deixe a rainha (Elizabeth 2ª) visitá-los'. Felizmente a rainha não pode mais visitar ninguém", comenta em tom jocoso Waters, que é declaradamente abolicionista e se opõe à existência da monarquia no Reino Unido. "Eles possuem mais terras no mundo do que qualquer outra pessoa. É muito difícil respeitar", justifica. "Eu nunca iria ao funeral da rainha porque não acredito na monarquia. Acho que eles são uma família terrível. Isso não quer dizer nada contra a rainha, pessoalmente. Se as pessoas querem honrá-la, cabe inteiramente a elas. Só é um pouco irritante que eles cancelem o treino de futebol por duas semanas", diz, entre risos.
Leia na Folha de São Paulo a íntegra da conversa de Roger Waters com a colunista Mônica Bérgamo.
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