Como Bruno Sutter se sente quando não levam sua carreira solo a sério
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de novembro de 2022
A carreira profissional de Bruno Sutter é formada principalmente pela vertente de humorista e músico. Mas será que seu lado cômico faz com que os fãs não levem tanto a sério seu trabalho como vocalista solo?
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Em entrevista para Marcelo Vieira, do site Igor Miranda, Bruno Sutter explicou seu ponto de vista sobre esse assunto delicado e de certa forma concordou que muitas vezes não é levado tão a sério.
"Já refleti muito sobre isso. Sim e não, né? Fui eleito três vezes o melhor vocalista de heavy metal do Brasil como Bruno Sutter, não como Detonator. Acho que isso aconteceu devido à notoriedade que criei dentro do ‘Hermes e Renato’, à curiosidade que isso causou nas pessoas. E vendo que essa curiosidade foi vista de uma maneira positiva, dados os resultados que o disco teve, essa é a parte positiva. A parte negativa é: eu sou um humorista, e aqui no Brasil existe um preconceito muito grande. Ou você é uma coisa ou é outra. Nos Estados Unidos não vejo isso. Lá o humorista está no topo da cadeia midiática, é visto com muito respeito. Aqui é o contrário. Então, quando lanço um produto de heavy metal "sério", o pessoal acha maneiro, mas não consegue não dar risada. Entrego o serviço, dou o recado. Funciona, mas ao mesmo tempo tem essa dubiedade. Vejo isso de uma forma divertida porque, apesar de os mais radicais não levarem a sério, todo mundo vai aos shows e compra os discos. Já devo ter vendido por volta de 40 mil cópias. Acredito que eu seja um dos maiores vendedores de discos independentes do Brasil. Não me levam a sério, mas me sustentam muito bem!", refletiu.
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