A pesada história de Ice-T, que perdeu os pais cedo demais e chegou a morar em carros
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de maio de 2023
O músico Ice-T é, antes de tudo, um vencedor. Nascido em fevereiro de 1958, Tracy Marrow (nome real do artista) é vocalista e fundador do Body Count, banda de heavy metal que veio do mundo do hip-hop, superou preconceitos e se tornou um nome muito respeitado na cena metálica.

Em atividade há mais de quatro décadas, Ice-T é um músico de sucesso e provavelmente, leva uma vida tranquila e sem maiores problemas. Porém, as coisas foram diferentes no passado, principalmente na infância e na adolescência de Tracy.
Ice-T falou um pouco sobre o seu passado em recente entrevista concedida à Metal Hammer. O rapper contou como foi perder seus pais durante a infância e de que maneira essas perdas o ajudaram a encarar o mundo.
"Não foi tão difícil quanto você pensa. Eu estava com minha mãe, estávamos assistindo TV, ela simplesmente jogou a cabeça para trás e teve um ataque cardíaco. Não foi tão traumático quanto você pensa, você é muito jovem, só se preocupa consigo mesmo. Quando meu pai faleceu, eu estava na sétima série. Eu não sabia o que ia acontecer comigo, mas fui enviado para Los Angeles para morar com a irmã dele. Isso me fez entender melhor a vida", disse o cantor e compositor, que a partir dos 17 anos, decidiu viver por conta própria.
"Eu nunca tive um parente para recorrer desde então. Eu tinha amigos que podiam ficar com os pais, chegar à noite e ter um prato de comida lá. Eu nunca tive isso. Eu sempre tive que encontrar um lugar. Morei em motéis e carros, morei onde pude. Eu sei como é ser um sem-teto e tentar encontrar o seu caminho."
Início no mundo da música
Os pais de Ice-T não passaram muito tempo com o filho, mas direta ou indiretamente, ajudaram o jovem Tracy a se interessar por música.
"Meu pai e minha mãe sempre tinham música em casa: James Brown, o início da Motown. Quando eles faleceram, minha tia e meu primo me apresentaram ao rock'n'roll. Meu primo achava que era Jimi Hendrix, ele ouvia as estações de rock. Fiquei intrigado com bandas como Black Sabbath e coisas mais pesadas, mas todos os meus colegas de escola estavam ouvindo Parliament/Funkadelic, então eu tinha uma paisagem musical muito ampla que estava acontecendo na minha cabeça", relatou o frontman do Body Count.
O restante da história, felizmente, foi mais feliz para Ice-T, que até hoje, é o vocalista do Body Count. O trabalho mais recente do grupo é "Carnivore", lançado em 2020. Uma das faixas do álbum, intitulada "Bum-Rush", ganhou o Grammy 2021 na categoria Best Performance Metal.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



13 shows internacionais de rock e metal no Brasil em dezembro de 2025
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
A maior música do rock progressivo de todos os tempos, segundo Steve Lukather
Nem Jimi Hendrix, nem Eric Clapton existiriam sem esse guitarrista, afirma John Mayer
Bruce Dickinson relembra, com franqueza, quando foi abandonado pelos fãs
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
As cinco melhores bandas brasileiras da história, segundo Regis Tadeu
Com nova turnê, Guns N' Roses quebrará marca de 50 apresentações no Brasil
A maior canção já escrita de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
O "maior" álbum do Led Zeppelin, de acordo com Jimmy Page; "Não há dúvida disso"
Jerry Cantrell afirma que há uma banda grunge que não lançou nenhuma música ruim
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
John Bush não se arrepende de ter recusado proposta do Metallica
The Cult ganha cover brasileiro; veja o clipe de "Brother Wolf, Sister Moon"
A banda que foi "os Beatles" da geração de Seattle, segundo Eddie Vedder
Body Count: banda vence o Grammy na categoria "Melhor Performance do Metal"
As lições que Ice-T aprendeu com Jimi Hendrix, Lemmy e Ozzy Osbourne
Por que o Slayer é importante até os dias atuais, segundo Ice-T


