Gary Holt revela se o Slayer sente ter se aposentado muito cedo
Por André Garcia
Postado em 22 de julho de 2023
Pouco após a morte de Jeff Hanneman, em 2013, Gary Holt assumiu seu posto no Slayer. Ele acabou sendo o último parceiro de Kerry King, integrando a banda até sua aposentadoria em 2019.
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O Slayer está entre as quatro maiores autoridades quando o assunto é a primeira geração do thrash metal, o Big 4 — Metallica, Megadeth e Anthrax completam o clube. Metallica e Megadeth lançaram álbuns recentemente e estão em turnê mundial, enquanto Anthrax está atualmente em estúdio. Todos os três estão ativos e prolíficos, só o Slayer se aposentou. Seus fãs até hoje lamentam essa escolha, e defendem que o Slayer se aposentou cedo demais. Será?
Internamente, há sentimentos divergentes, revelou Gary Holt, conforme publicado pela Blabbermouth.
O Slayer acha que o Slayer se aposentou muito cedo?
Em outubro de 2021, Kerry King virou notícia ao se dizer arrependido de pendurar as chuteiras. Em um curto para o Machine Head por seu 30º aniversário, ele disse:
"Meus parabéns para meus amigos do Machine Head! Parece que já são 30 anos, o que é uma marca impressionante. Não são muitas as bandas que chegam lá. Nós [do Slayer] chegamos, mas paramos muito cedo. Nos f*demos; me f*odi. Eu odeio não tocar."
Sobre o comentário do arrependido ex-colega, Holt comentou em julho de 2022 à Guitar World:
"A banda parou cedo demais? Isso eles é que podem dizer… Sei que é isso o que Kerry [King] sente — talvez Tom [Araya] não concorde. Acredito que a banda tinha muito mais lenha para queimar, mas sabe como é… dizem que é melhor sair muito cedo do que tarde demais. A banda parou em potência máxima. É melhor fazer isso do que estender por mais alguns anos visivelmente se arrastando. Isso mancharia o legado da banda. Pelo menos pararam no auge. Talvez tenha sido melhor assim."
Ai que saudade da minha ex
Quando questionado se sente saudades de seus tempos de Slayer, ele confessou:
"Sinto, cara! Sou amigo de infância daqueles caras. Minha única função no Slayer era sair, tocar muito, bater cabeça e tirar uma onda de guitar hero. Uma coisa que me surpreendeu foi como o Slayter tem solo! Teve uma música que eu fiz três, cheguei a pensar 'Ah, vou improvisar um solo maluco aqui, porque já estou sem ideias [risos]!' Mas, sim, era divertido, e relativamente fácil. No Exodus tenho muito mais responsabilidades e papéis, Felizmente, eu amo isso, mas nem sempre é fácil."
O Slayer deixou como legado uma discografia de 12 álbuns, que vai do "Show No Mercy" (1983) ao "Repentless" (2015). Para muitos, seu auge foi, assim como o Metallica, em 1986, com "Reign in Blood". No Grammy concorreu na categoria Melhor Performance de Metal cinco vezes entre 2002 e 2011 — faturando em 2007 e 2008.
Para Rick Rubin, Slayer tinha "um groove quase funky"
Em entrevista para a Revolver Magazine, Rubin contou o que ele considera ser o ingrediente secreto que diferenciava o Slayer das demais bandas de metal.
"As duas coisas que acho mais fascinantes no Slayer são que, diferentemente de qualquer outra banda de speed metal que eu possa pensar, a música do Slayer tem groove, os ritmos são quase funky. Ritmicamente, a música deles parece mais derivar do Led Zeppelin e AC/DC do que Iron Maiden — o que é inesperado, já que não há referência a blues nas músicas. A outra coisa é a natureza avant-garde e atonal dos solos de guitarra: o Slayer reinventou como uma guitarra poderia ser tocada."
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