Como "Regis Tadeu dos anos 1970" ajudou Cazuza e Barão Vermelho a obter sucesso?
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de agosto de 2023
A história do Barão Vermelho é repleta de altos e baixos e sem dúvidas o período lembrado com mais carinho é a época em que Roberto Frejat e Cazuza eram os protagonistas, em meados dos anos 1980.
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Para que a banda acontecesse, no entanto, foi necessário que o crítico musical Ezequiel Neves, definido como "Regis Tadeu dos anos 1970" pelo jornalista Júlio Ettore, intervisse e conseguisse o contrato com a Som Livre. Confira a fala de Ettore em entrevista ao Inteligência Ltda.
"O Leo Jaime fez teste para o Barão Vermelho só que nem ele nem a banda curtiram muito um ao outro. Ele disse que conhecia um cara que poderia se encaixar, que era o Cazuza. Ele é filho do João Araújo, mas o resto dos caras não sabiam quem era ele Ligaram para ele e foi amor à primeira vista. Ele foi convidado a entrar para a banda, todos eram de famílias boas. O começo do Barão é uma pegada mais alegre, do Baixo Gávea. O primeiro disco foi um fracasso, vendeu 8 mil cópias. Só que a imprensa até que gostou.
Eles gravaram uma demo e chamaram o Ezequiel Neves, que era um crítico musical dos anos 1970. Ele tinha tentado criar uma revista tipo a Rolling Stone no Brasil. Ele era conhecido. O estilo dele é como se fosse o Regis Tadeu hoje em dia. Ele ouviu a fita e achou o máximo. Pegou a fita e levou para alguém da Som Livre. Ele disse que tinham que gravar, só que descobriram que o Cazuza era filho do João Araújo, que era um dos cabeças da gravadora. Dizem que o João se recusou na hora, porque não queria ser acusado de privilegiar o filho. Por isso eles gravaram por um selo alternativo da Som Livre".
A importância de Ezequiel Neves
Em entrevista ao Corredor 5, Max Pierre, que foi produtor na Som Livre de Ezequiel, comentou sobre como ele ajudou Rita Lee e Cazuza.
"Tralhei com o Cazuza antes e depois na carreira solo. Ele era um doce de pessoa sem beber. Quando bebia, ficava igual ao Ezequiel Neves. O Ezequiel Neves era um mentor. Ele dava consultoria para as letras tanto na época em que trabalhou com o Cazuza quanto antes, com a Rita Lee. Não que ele fizesse as letras, mas ele falava tipo: ‘Não usa esse termo’. Ou então: ‘Vamos falar sobre tal assunto?’. Foi uma fase que tinha cuidado e respeito com a música. Era algo muito sério. Tanto na Sony quanto Polygram e Som Livre. Eu estava lá e vi isso de perto".

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