Engenheiros do Hawaii poderia reunir formação clássica como Titãs? Augusto Licks explica
Por Gustavo Maiato
Postado em 27 de julho de 2023
A formação clássica dos Engenheiros do Hawaii contava com Humberto Gessinger, Augusto Licks e Carlos Maltz. O trio, entretanto, não se reuniu nunca mais desde que foi desfeito em meados dos anos 1990.
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Mas será que existe chance de uma reunião aos moldes do que rolou recentemente com os Titãs? Em entrevista ao Corredor 5, Licks refletiu sobre a pergunta.
"Existe a possibilidade de uma reunião? Tecnicamente, acredito que sim. Tecnicamente é possível, estamos vivos, é diferente. Emocionalmente, talvez haja chances, falo por mim, não posso falar pelos outros.
Quanto a isso, posso dizer o seguinte: em 2019, quatro anos atrás, o Carlos Maltz me telefonou com muito interesse em reunir nós três. Ele argumentou que éramos uma banda, e isso me pegou de surpresa, já que não falava com ele há muito tempo, uns 30 anos, talvez, fiquei um pouco surpreso. Mas respondi que poderíamos conversar e ver como seria possível realizar essa ideia.
No entanto, não passou disso. Continuo aberto à ideia de conversar sobre isso, mas a decisão não está em minhas mãos. Não depende apenas de mim, então não posso oferecer essa possibilidade.
Alguns dizem que pode haver uma demanda reprimida, especialmente após a pandemia, onde muitas coisas foram difíceis. Mas acredito que, além disso, é um processo natural. Muitas pessoas tiveram suas juventudes marcadas por trilhas sonoras daquilo que ouviram na época, e é natural o desejo de reencontrar essas músicas e experiências. O prazer está no reencontro, não tanto na novidade. As novidades atraem os jovens, mas mesmo eles, às vezes, mostram interesse por coisas mais antigas, movidos pela curiosidade ou outros motivos".
A visão de Carlos Maltz sobre a volta dos Engenheiros do Hawaii
Outro integrante que precisaria concordar para o sonho da reunião dos Engenheiros do Hawaii se tornar real é o baterista Carlos Maltz. Confira o que ele já falou sobre o tema.
"No nosso caso, as pessoas perguntam por que a banda acabou. A pergunta certa é como conseguimos ficar tanto tempo juntos. Nosso projeto era para um show só. Conseguimos ficar 10 anos. O que nos segurou juntos foi a criatividade e a música. O fato de que estávamos fazendo coisas. Agora, chegou uma hora que isso também se esgotou. Estávamos em outro momento. Nunca teve muita amizade [risos]. Nosso negócio era música. Não éramos amigos antes. Ficamos amigos depois, principalmente eu e o Humberto Gessinger.
Ele fica mais na dele. As pessoas acham que ele é arrogante, mas ele é tímido. Com o Augusto Licks, nossa relação nunca foi de amizade. Chamamos ele para a banda e tocamos juntos. Depois de ficar 10 anos juntos, precisa de uns 30 para conseguir desintoxicar tamanho o grau de proximidade que tínhamos. Era uma vida muito intensa, com quatro shows por semana toda semana. Não são pessoas fáceis de conviver e nós não pensamos do mesmo jeito. Desejo o bem para eles, mas é cada um no seu canto! [risos]".
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