A faixa do "Moving Pictures" que Geddy Lee não queria tocar ao vivo
Por André Garcia
Postado em 16 de agosto de 2023
"Moving Pictures" não só é o álbum mais bem-sucedido do Rush, como contém alguns de seus maiores clássicos. Apesar disso, tem também uma faixa que Geddy Lee muito resistiu a tocar ao vivo.
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As quatro primeiras faixas do "Moving Pictures", que em vinil constituem seu lado um, são para muitos fãs seus maiores clássicos: "Tom Sawyer", "Red Barchetta", "YYZ" e "Limelight". Já o outro lado é mais lado b, com "The Camera Eye", "Witch Hunt" e "Vital Signs".
Conforme publicado pela Hypeact, em entrevista para a Classic Rock em 2015, o baixista comentou o setlist da turnê R40. Entre outras coisas, ele comentou a inclusão da longa e complexa "The Camera Eye", que por décadas resistiu a tocar ao vivo.
Geddy Lee sobre "The Camera Eye"
"Há alguns anos, ressuscitamos 'The Camera Eye'. Eu nunca quis tocar essa música, nunca achei que valesse a pena. Mesmo assim, era uma das músicas do Rush mais pedidas. Eu não conseguia entender! Como as pessoas podiam estar tão erradas? Percebi que subestimei o momento na época — o contexto daquele momento. Quando começamos a tocar 'The Camera Eye', pensei: 'Tem muitos momentos pretensiosos nesta música'. Ela não envelheceu bem."
"Mas aí comecei a reaprender as partes de teclado", prosseguiu, "e montar uma versão um pouco diferente — em vez de 11 minutos, ficou com 9 minutos e meio. Enquanto a tocava, me apaixonei por ela de novo. E é aí que fica muito subjetivo, nada objetivo. Consegui parar de dizer que era uma música pretensiosa e simplesmente curti tocar. Lembrei por que a música foi gravada em primeiro lugar: gostei da progressão de acordes e das melodias vocais."
"Você pode voltar àquela época e apreciar o que estava tentando fazer. Essa música marcou um ponto de sua vida, e os fãs querem reviver aquele ponto em sua vida, e você pode se divertir a tocando. Eu realmente curto demais essa música agora", concluiu.
"The Camera Eye" é a quinta faixa do "Moving Pictures" (primeira do lado 2, em vinil). Com quase 11 minutos de duração e dividida em duas partes (apelidadas "New York" e "London"), foi o momento progressivo do disco. É a única música a ter Hugh Syme, responsável pela direção de arte e conceito da capa, fazendo participação especial nos sintetizadores.
A faixa do "Moving Pictures" gravada no dia da morte de John Lennon
Conforme publicado pela Far Out Magazine, em 2011 Geddy Lee comentou o álbum faixa a faixa para o Plain Dealer. Em relação a "Witch Hunt", ele disse...
"Lembro do dia em que foi gravada. Infelizmente, foi na mesma noite em que John Lennon foi baleado em Nova York. Estávamos bem no meio da gravação quando tudo aconteceu. É uma daquelas músicas que significa muito hoje, se não mais [do que na época], considerando tudo o que aconteceu no mundo com a discriminação racial e todas essas questões. O sentimento dessa música é mais apropriado [hoje] do que nunca."
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