Regis Tadeu aponta o disco que foi essencial para consolidar o rock nacional da década de 80
Por Bruce William
Postado em 15 de março de 2025
O jornalista e crítico musical Regis Tadeu publicou em seu canal no YouTube um vídeo analisando a trajetória do RPM e o impacto do álbum "Revoluções por Minuto", que completa 40 anos em 2025. Segundo ele, a banda teve um papel fundamental na transformação do rock brasileiro nos anos 80, conseguindo unir influências internacionais à musicalidade nacional.
Regis Tadeu - Mais Novidades
"Vocês não tenham a menor dúvida de que o RPM foi, sim, uma das bandas mais emblemáticas e influentes do rock brasileiro dos anos oitenta", diz Regis no vídeo. "Esse disco de estreia, o 'Revoluções por Minuto', lançado em 1985, ele não apenas consolidou o RPM como uma das maiores bandas do Brasil em todos os tempos, mas também ele representou um marco. É exatamente isso, um marco na história da música brasileira."
Regis destacou que o sucesso da banda veio da parceria entre Paulo Ricardo e Luiz Schiavon, que souberam criar um som moderno para a época, misturando elementos do new wave europeu com sintetizadores e arranjos bem trabalhados. Segundo ele, o álbum foi lançado em um momento de transição da música brasileira e ajudou a ampliar o alcance do rock no país.
"Então, ao longo dos anos seguintes, esse disco foi essencial para consolidar inclusive o rock nacional da década de oitenta como um gênero legítimo e comercialmente viável. Que fez com que inclusive o próprio rock brasileiro passasse a se distanciar do rock internacional e a criar também uma identidade própria. Isso ao mesmo tempo em que ele se mantinha conectado, vamos dizer assim, com as tendências globais. Uma coisa muito, muito maluca que aconteceu naquela época."
Apesar do sucesso estrondoso, Regis também lembrou do fim turbulento do RPM, que entrou em colapso após o lançamento de "Quatro Coiotes" (1988). Segundo ele, o disco foi o "canto do cisne" da banda, que se desfez em meio a brigas internas e disputas de ego. "Foi muito lamentável a implosão do RPM depois do lançamento daquele disco equivocado, que é o 'Quatro Coiotes'. Esse disco foi o canto do cisne, vamos dizer assim, de uma banda totalmente destroçada por horrorosas brigas internas causadas por egos assim, infladíssimos, né?", diz Regis, que mesmo assim afirma que "Revoluções por Minuto" continua sendo um disco essencial para entender a evolução do rock brasileiro e a transformação cultural do país nos anos oitenta.
O vídeo completo de Regis Tadeu comentando a trajetória e importância do RPM pode ser visto no player abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
5 músicas de rock que todo mundo conhece, mas pouca gente sabe de quem são
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
Steve Harris relembra o dia em que bebeu antes de um show do Iron Maiden
Frank Ferrer explica motivo de saída do Guns N' Roses após 19 anos na banda
Bruce Dickinson escolhe qual turnê do Iron Maiden é a sua preferida
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
A melhor banda de rock progressivo do Brasil, segundo a Loudwire
Blaze revela músicas escritas para o Iron Maiden que pararam no seu disco solo
O aspecto dos shows grandiosos que incomoda Steve Harris, do Iron Maiden
Jordan Rudess (Dream Theater) faz vídeo com IA, é detonado por fãs e bloqueia comentários
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
A opinião de Regis Tadeu sobre "Living on a Prayer" do Bon Jovi na Copa do Mundo
O álbum que é o ápice do tédio empacotado para a geração Z, segundo Regis Tadeu
A banda clássica dos anos 2000 que virou paródia de si mesma, segundo Regis Tadeu
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu


