Misticismo, contestação e doom metal com o novo álbum do Presidente Judas
Por Matheus Jacques
Fonte: Bruxa Verde Produções
Postado em 14 de outubro de 2023
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Política, religião, poder e um certo misticismo controverso.
Lançado no último dia 6 de Outubro, o novo álbum da banda paulista Presidente Judas, auto-intitulado, explora mais uma vez temas já abordados pela banda, como religião, sociedade e misticismo, agora com uma sonoridade mais pesada, lenta e suja. A escolha do nome do álbum, foi feita por representar bem a intenção sonora da banda desde sua origem, portanto o novo lançamento chega como uma apresentação oficial da Presidente Judas.
Além da sonoridade diferente do primeiro EP, a banda traz mais uma novidade que são músicas cantadas em inglês, sem deixar de lado a língua nativa, portanto são 3 faixas em Inglês e 3 em Português. O nome "Presidente Judas" se trata de um objeto de tortura medieval, que consiste em uma cadeira repleta de espinhos. Algumas das letras falam sobre as atrocidades que eram cometidas na terrível "Idade das Trevas", essa que dá nome à uma das primeiras músicas da banda, lançada como single em 2019.
Dentro dessa temática de críticas aos velhos costumes medievais, principalmente referente à igreja católica temos a faixa "Bruxas" que é uma espécie de grito de revolta e de empoderamento feminino, onde aborda a resistência das chamadas "bruxas" da inquisição e das contemporâneas na atualidade com seu refrão marcante "Bruxas Resistem, Bruxas Existem"
O album reúne canções que reforçam opiniões já apresentadas no primeiro EP, como por exemplo, o repúdio a um sistema que tem como princípio a exploração, o sofrimento e o controle das massas, (abordado na faixa No Name). Não é segredo a opinião da banda sobre instituições religiosas, que através da fé, controlam massas com ideologias punitivistas e que imputam nas pessoas uma culpa sádica simplesmente por existirem Essa visão crítica está presente na faixa "Paranox".
O objetivo desse álbum é estimular o lado rebelde e questionador que existe em cada um de nós, nos lembrar da nossa efemeridade e a não nos apegarmos ao infinito ou ao absoluto, pois tudo é mutável e passageiro.
Escute "Presidente Judas" abaixo.
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