A séria preocupação de Geezer Butler com detalhe da capa da estreia do Black Sabbath
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de novembro de 2023
No livro "Sabotage: Black Sabbath nos anos 70", lançado pela Estética Torta, Geezer Butler, lendário baixista da icônica banda de heavy metal, revela detalhes curiosos sobre a capa do álbum autointitulado, lançado em 1970. A estética do conteúdo interno, com a imagem de uma cruz invertida, causou um grande rebuliço na época e continua sendo um dos aspectos mais memoráveis do álbum.
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Butler descreve o momento em que a banda viu a capa pela primeira vez, na noite anterior ao lançamento do disco. "Acho que vimos a capa na noite anterior ao lançamento do disco. Literalmente, quando ele estava nas lojas. Foi mais ou menos assim: 'A propósito, toma aqui o seu disco'. Eu sempre me lembro de rir à toa do empresário e ele dar um disco para cada um de nós. E a gente: 'O que é isto?'. Ele respondeu: 'O novo disco da sua banda'. Aí vimos a capa. A gente falou: 'Nossa, ficou legal'. Depois abrimos a capa e vimos a cruz de cabeça para baixo e todo mundo pirou", conta Geezer Butler.
O baixista, criado na fé católica, expressa sua preocupação com a simbologia da cruz invertida na capa do álbum. "Eu não queria ser associado a nada daquilo, a cruzes invertidas nem a nada daquilo. Fui criado como católico e tudo mais, e não parava de pensar que minha mãe e meu pai iam endoidar comigo quando vissem aquilo. Mas foi só isso. Só isso que rolou. Bom, não dá para mudar agora. Vai estar nas lojas amanhã", acrescenta.
A capa de "Black Sabbath" se tornou uma das mais emblemáticas na história do rock, sendo uma das imagens mais associadas ao Black Sabbath. Ainda hoje, a simbologia por trás dela é tema de discussão entre os fãs e críticos da banda. Geezer Butler revela que, apesar de sua preocupação inicial, a capa acabou contribuindo para a aura misteriosa e controversa do álbum.
Histórias da capa de "Black Sabbath
Conforme matéria de Igor Miranda diz, a capa do álbum de estreia do Black Sabbath, uma das bandas mais icônicas da história do rock e considerada como o "marco zero" do heavy metal, é envolta em mistério e curiosidades. Após anos de incerteza sobre a identidade da mulher na capa, a revista "Rolling Stone" finalmente desvendou o segredo.
A imagem assustadora da capa foi fotografada em frente ao Mapledurham, localizado às margens do rio Tâmisa, em Oxfordshire, Inglaterra. A modelo na capa era Louisa Livingstone, embora na época ninguém soubesse quem era a misteriosa mulher que personificou a estética sombria do álbum.
Keith "Keef" Macmillan, o artista responsável pela capa, foi encontrado pela revista "Rolling Stone" e revelou que a modelo se chamava Louisa Livingstone. Surpreendentemente, nem mesmo os membros do Black Sabbath sabiam quem era a mulher na capa, embora acreditassem que seu nome fosse Louise e recordassem que ela visitou o camarim da banda em algum momento.
Macmillan explicou que queria capturar a sonoridade obscura do Black Sabbath na capa e chegou a considerar uma sessão de fotos com Louisa nua, mas acabou descartando a ideia, temendo que isso retirasse o tom sombrio que ele buscava. A capa deveria manter a aura sinistra do álbum.
Além disso, a escolha de Louisa Livingstone como modelo teve um motivo curioso: ela media cerca de 1,50 metros. Isso foi intencional, pois Macmillan queria criar a sensação de que tudo ao redor dela fosse colossal.
Louisa Livingstone, que nunca havia dado uma entrevista sobre sua participação na capa do álbum de estreia do Black Sabbath, lembra-se pouco da sessão de fotos. Sua memória mais vívida da ocasião é o frio que sentiu na madrugada em que as fotos foram tiradas.
Atualmente, Louisa Livingstone não tem conexão com o heavy metal, mas se define como atriz e astróloga, além de estar envolvida em música eletrônica com um projeto chamado Indreba. Com aproximadamente 70 anos, ela continua sendo parte da história do rock e de um dos álbuns mais icônicos de todos os tempos.
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