A canção do Black Sabbath que deixou Roger Waters sem palavras
Por Bruce William
Postado em 20 de dezembro de 2023
É bem verdade que Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, sempre foi conhecido por não medir palavras e expressar exatamente o que pensa, já tendo disparado muitas palavras duras contra outras bandas, incluindo, claro, seus próprios ex-companheiros no Floyd.
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Há quem imagine que esta característica de Waters surgiu somente com a chegada da idade, mas não é bem assim não: vamos ver o que aconteceu em 1970, quando o Black Sabbath estava dando seus primeiros passos, época em que o Pink Floyd já estava bem adiante em termos de fama e sucesso, embora ambos ainda não tivessem atingido o topo de sua carreira.
Em janeiro de 1970, um mês antes de mandar seu álbum de estreia para as lojas, o Black Sabbath teve um single lançado, que trazia de um lado "Evil Woman" e do outro "Wicked World". A canção do lado A era um cover de uma banda chamada Crow, que havia lançado a tal canção cerca de cinco meses antes.
E Roger Waters foi incumbido de fazer várias resenhas para a revista britânica Melody Maker. Dentre o material que ele deveria resenha, estava o single do Black Sabbath, tendo ficado claro que ele não gostou do que ouviu: "Bem, bem, bem... Estou sem palavras - bem, quase. Tem aquele tipo de início de série de detetive norte-americano, Dragnet, Peter Gunn. Você continua pensando que vai começar. Você pensa isso pelo primeiro minuto, mas então, se você é realmente perspicaz, percebe que nada vai acontecer, e é só isso".
Muitos anos mais tarde, já em 2017, Tony Iommi revelou que se sentiu magoado ao ler os comentários depreciativos de Waters sobre o trabalho de sua banda: "Eu costumava ler as críticas negativas que recebíamos e ficava pensando 'Por que?'. Houve um momento que realmente machucou, e isso na verdade não veio da imprensa, veio de Roger Waters, do Pink Floyd. Ele resenhou 'Paranoid' quando foi lançado como single porque estava resenhando os singles daquela semana para um jornal de música. Ele fez uma crítica terrível. Eu pensei, 'Nossa!' Foi horrível ouvir isso de um colega músico"
Iommi na verdade fez uma pequena confusão, pois quem resenhou "Paranoid" foi Paul Rodgers, para outra edição da revista, daquele mesmo ano. O vocalista disse ter sentido que a música não era original o suficiente e que a sincronia entre a cozinha (baixo, bateria) e a guitarra estava deixando a desejar. "É um som pesado, mas não sei quem está tocando. Muito bem gravado, mas eu sinto que já ouvi tantas coisas assim antes. O baixista e o baterista não parecem estar muito entrosados, e o guitarrista também não, talvez ao vivo eles sejam melhores. Gosto que as coisas soem pesadas, mas que também sejam melódicas ao mesmo tempo, além de estarem bem calibradas", disse o cantor.
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