A atitude violenta de Renato Russo na gravadora que o próprio disse ser "coisa de moleque"
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de dezembro de 2023
No final da década de 1980, o icônico vocalista Renato Russo protagonizou um episódio marcante na sede da EMI-Odeon, em Botafogo, que ele mesmo descreveu como "coisa de moleque". O relato faz parte do livro "Só Por Hoje e Para Sempre", seu diário da internação de Russo na Clínica Vila Serena, no Rio de Janeiro.
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Russo narra que a relação entre a gravadora e a banda estava longe de ser amistosa, com um diálogo praticamente inexistente. Uma reunião crucial estava agendada para o dia seguinte, onde representantes da gravadora e advogados da banda discutiriam o futuro do grupo. Em vez de esperar pacientemente pelo resultado, o músico decidiu agir de maneira impulsiva.
"Ordenei que nosso roadie comprasse uma lata de spray", relata Russo. Um documento formal expressando o ponto de vista da banda estava em preparação, mas o vocalista optou por uma abordagem mais visual. No quarto andar, no coração do departamento administrativo da EMI-Odeon, Russo fez pichações, protestando contra a falta de diálogo e comprometimento.
O ato poderia ter consequências graves, desde a prisão por depredação de propriedade até o comprometimento do futuro da Legião Urbana com as grandes gravadoras. O alto escalão da EMI-Odeon reagiu com horror, enviando inúmeros faxes para a Inglaterra. A reunião crucial foi adiada, e, por fim, decidiu-se que a atitude de Russo era apenas "rebeldia rock n roll".
Embora tenha considerado um ato de protesto legítimo, Russo expressa em seu diário profundos sentimentos de vergonha e derrota. Ele reconhece que poderia ter enfrentado a situação de forma mais madura e construtiva, em vez de agir impulsivamente como um "moleque", agressivamente e sem buscar um compromisso viável.
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