Por que o rock nunca vai morrer, segundo Sérgio Britto dos Titãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de janeiro de 2024
O rock já foi sentenciado à morte inúmeras vezes e o atestado de óbito costuma variar entre as mais diversas causas. Desde o surgimento de outros estilos até a crescente subdivisão dentro do gênero, muitos apontam razões para que o som criado e desenvolvido principalmente na década de 1950 acabe de vez.
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Em entrevista ao Difusora, Sérgio Britto, dos Titãs, foi perguntado se o rock está nos seus melhores dias ou já viu carnavais mais vibrantes. Em sua resposta, Britto explicou que existem ingredientes como a coragem, defesa de princípios e a individualidade que não vão deixar a peteca do rock cair tão cedo.
"É complicado, porque talvez a galera não queira ouvir certo tipo de discurso e sim o falado no funk ou sertanejo. Ou talvez estejam sendo induzidos a ouvir somente isso. Não dá pra saber com precisão. Fora do âmbito do gênero musical, acho que o rock é um estilo de vida. Isso representa ser fiel a si mesmo. Expressar sua individualidade. Viver com coragem e não abrir mão de certos princípios. Aceitar desafios e não fazer tudo o que os outros querem só para se adequar. Um monte de coisas formam esse espírito que eu acho que o rock tem. É muito saudável e por isso não morre nunca. Qualquer um que parar para pensar um pouco vai descobrir que tem isso dentro de si".
O rock vai acabar?
A discussão sobre o declínio do rock na mídia não é recente e continua. Em uma entrevista ao canal Corredor 5 no YouTube, a produtora cultural Mariana Leivas falou sobre o que é necessário para o gênero recuperar destaque e reconectar-se com o público.
"Acredito que o rock eventualmente superará sua situação atual. No entanto, precisa evoluir e se atualizar. Atualmente, o gênero está associado a uma imagem antiquada, com fãs mais velhos usando bandanas para assistir a shows do Sepultura. É crucial modernizar o rock e alinhá-lo com questões sociais relevantes. Infelizmente, há presença de machismo no meio, enquanto a sociedade está mais envolvida em discussões sobre feminismo. O rock precisa acompanhar essas mudanças e se conectar com temas sociais mais atuais. A rigidez e exclusividade associadas ao rock afastam as pessoas, que agora preferem formas de entretenimento mais alinhadas com os debates contemporâneos, como lutas contra o racismo e machismo."
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