Eddie Van Halen nos anos 80 sobre como ele gostaria de ser lembrado após sua morte
Por André Garcia
Postado em 19 de março de 2024
Nomes como John Lennon, Jimi Hendrix e Elvis Presley já se foram há décadas, mas seguem conquistando novas gerações de fãs e transformando a vida de quem ouve suas músicas. O rock proporciona a seus astros transcender a morte e viver para sempre por meio de sua obra. Portanto, não é de se admirar que eles em algum momento comecem a nortear sua carreira pela preocupação em como eles serão lembrados depois que se forem.
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Em 1989, Eddie Van Halen estava no Japão promovendo segundo álbum da banda com Sammy Hagar como vocalista, "OU812" quando em entrevista publicada pela The Tapes Archives ele falou sobre seu legado para a posterioridade.
"Sei lá, está no meu sangue, creio eu. Para mim, esse é o diferencial que faz um músico de verdade, por assim dizer. Quando eu morrer, quero ser lembrado como um músico, não apenas como um guitarrista que gosta de chamar atenção. [Espero ser lembrado como] alguém que sabe compor, tocar e se apresentar: tudo que for preciso para ser um músico completo."
Após o surgimento de Eddie Van Halen no final dos anos 80 mudar a forma como se tocava guitarra, o instrumento foi se tornando uma atividade cada vez mais atlética. De repente, a guitarra havia se tornado como uma corrida, uma competição para ver quem tocava mais rápido e quem conseguia atrair mais atenção para si próprio com técnicas, truques e firulas.
Se guitarristas fossem jogadores de futebol, aqueles estavam mais interessados em produzir lances individuais de efeito do que em contribuir para a vitória de seu time. Essa tendência incomodava Eddie, que deliberadamente buscou se descolar daquilo. Foram tantos imitadores que ele acabou enjoando de como ele próprio soava. Com o passar dos anos, eles deixando a velocidade e o virtuosismo buscando evoluir para se diferenciar dos demais:
"Muita gente me pergunta 'Por que você não toca mais tão rápido e loucamente como antes?' Pô, eu meio que me tornei mais músico de uma forma mais ampla, melhorando na composição e essas coisas. Para mim, você não vai durar no mercado musical se continuar tocando tão rápido quanto antes. Então, acho que é isso que me diferencia."
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