O disco dos anos 1980 que Regis Tadeu considera um dos mais subestimados de todos os tempos
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de abril de 2024
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
O jornalista e crítico musical Regis Tadeu possui uma incrível coleção de CDs e LPs. Para se ter uma ideia, em novembro de 2022, ele afirmou que não contava mais os itens de sua coleção há muito tempo, e da última vez que havia os contado, possuía 17 mil LPs e 23 mil CDs.
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Um dos LPs que faz parte da coleção de Regis é "Mechanix", décimo registro de estúdio da influente banda inglesa UFO, lançado em fevereiro de 1982. Segundo Regis, "Mechanix" é um dos discos mais subestimados de todos os tempos. Ele fez tal afirmação em uma publicação compartilhada no X (ex-Twitter) na última segunda-feira (22 de abril).
"Esse é o disco que vai embalar o final de mais um dia intenso de trabalho: a edição original americana de época (1982) do ‘Mechanix’, um dos discos mais subestimados de todos os tempos e de uma formação criminosamente criticada, com o ótimo guitarrista Paul Chapman substituindo o lendário Michael Schenker. Foi lançado numa época em que as bandas pesadas estavam numa encruzilhada: ou faziam uma sonoridade mais radiofônica ou cairiam no ostracismo", escreveu Regis, que aproveitou a postagem para dar uma cutucada nos "metaleiros botocudos".
"O UFO fez a escolha óbvia e soltou um disco muito bom, embora ainda hoje soe mais pop aos ouvidos dos ‘metaleiros botocudos’, incluindo até mesmo o baixista original Pete Way, que caiu fora depois da turnê por não concordar com aquele ‘amaciamento’ sonoro. Tremenda bobagem! O disco soa pesado e mais palatável até hoje, o que não é demérito algum. Ouça de ponta a ponta!"
"Quando começamos a pré-produção, o Asia estava ensaiando no andar de cima, na sala grande, e nós estávamos no andar de baixo, na sala pequena. Mas, na maioria das vezes, ficávamos sentados olhando uns para os outros, ou subíamos e ouvíamos o Asia, só para fazer alguma coisa. Ou íamos até o pub. Naquela época, Neil [Carter, tecladista] estava envolvido e tinha algumas ideias, mas muitas delas eram mais suaves, voltadas para o teclado. E Pete [Way, baixista] dizia: 'Hmm, não tenho muita certeza sobre isso'. Mas esse álbum realmente tem seus momentos", declarou Paul Chapman, em entrevista publicada na edição 129 da revista Classic Rock.
"Mechanix" é o sucessor de "The Wild, The Willing and The Innocent", lançado em 1981. O álbum foi gravado por Phil Mogg (vocal), Paul Chapman (guitarra), Neil Carter (guitarra/teclado), Pete Way (baixo) e Andy Parker (bateria).
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