Kiko Loureiro aponta óbvio motivo que faz sertanejo ser mais famoso que Metal no Brasil
Por Bruce William
Postado em 13 de agosto de 2024
Durante participação no podcast Raul Ferreira Netto Sem Limites, Kiko Loureiro falou sobre o início da carreira, quando ele se interessou por música clássica mas logo em seguida enveredou pelo Metal, focando nos guitarristas virtuosos que já estavam começando a surgir nos anos oitenta.
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"Fui ter aula de guitarra mesmo para aprender os solos do Led Zeppelin, Van Halen, e tal. Foi esse o meu começo. E aí eu entro de cabeça não só nas bandas de metal, mas começo a ouvir os guitarristas de música instrumental, os caras virtuosos, que têm toda uma linha de música desse nicho de caras virtuosos que fazem músicas instrumentais, assim como tem no piano".
Raul pergunta se Joe Satriani seria um deles, e Kiko concorda: "Um dos ícones dessa época aí, músicas super legais, bonitas, melodias na guitarra, assim como você tem no piano, na bateria, todos os instrumentos tem seus grandes instrumentistas com seus álbuns, suas músicas, e você entra nesse mundo e pira em cima. Você tem as bandas que tem os grandes guitarristas, como o Van Halen com Eddie Van Halen, o Led Zeppelin com Jimmy Page, e tem os caras da música instrumental. Eu fui muito nesse lado, então fiz meus álbuns também nessa linha da música instrumental, do virtuosismo do guitarrista"
Em seguida, Kiko aborda a importância da melodia: "Música instrumental, como a música erudita, também não tem letra. Tem muitas músicas que não têm letra, como as obras do Tom Jobim, por exemplo, que quando começaram não tinham letra, e depois foram letradas por outras pessoas. Então, tem uma força muito grande na música instrumental, que é o que realmente comove as pessoas, a música. A letra nem sempre. Se não fosse assim, não teria tantos brasileiros ouvindo música americana sem entender nada do que está sendo falado, né?".
Mas Kiko sabe que, no fundo, a força da letra muda o jogo. "Por isso que a música doméstica, como se fala, ela é geralmente mais forte no seu país. A música brasileira, aqui, é mais forte que uma música estrangeira, ainda. Um sertanejo ou o que seja. No Japão a música doméstica também vai ser, nos Estados Unidos, óbvio, França, Itália, você vai ter os grandes artistas locais que a gente não fica sabendo quem são, mas eles são fortes na música doméstica".
Por fim, ele teoriza que em países pequenos, onde não há muito espaço para os músicos crescerem, eles já produzem diretamente no idioma inglês para ter uma chance maior de conquistar o mundo, saindo de seu país natal: "Na Finlândia também tem os caras grandes. Só que países bem pequenos como a Finlândia, a Suécia, já tem uma postura quase americana, os caras já começam falando, 'vou ganhar o mundo', já vai pro inglês (...) Um país como o Brasil não tem essa vocação. A gente tem um mercado consumidor forte, é um país gigante, e só para você conseguir ganhar esse país já é um baita trabalho."
Este trecho acima pode ser visto a partir de uma hora e catorze minutos do vídeo a seguir.
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