O álbum clássico dos anos 2000 inspirado em "The Wall", do Pink Floyd
Por Mateus Ribeiro
Postado em 14 de outubro de 2024
Muitos álbuns interessantes foram lançados ao longo da saudosa década de 2000. É o caso do excelente "The Black Parade", terceiro registro de estúdio da banda estadunidense My Chemical Romance, lançado em outubro de 2006. Sucessor de "Three Cheers For Sweet Revenge" (2004), "The Black Parade" traz alguns dos maiores clássicos do My Chemical Romance, com destaque para "Teenagers", "Welcome To The Black Parade" e "I Don't Love You".
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Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance, concedeu uma entrevista à Kerrang em 2006 e falou sobre "The Black Parade", o álbum que se tornou o maior sucesso de sua banda.
"Sejamos honestos: o mundo precisava de apenas mais um álbum de rock? É quase redundante fazer isso hoje em dia. Era como se perguntássemos: 'Vamos dar a eles outro álbum de punk, outro de pós-hardcore, apenas outro de rock?’. E a resposta foi: 'Não - vamos lhes dar O álbum de rock!’", declarou o modesto Gerard.
O entrevistador Paul Elliott apontou que Gerard havia citado anteriormente que "The Wall", do Pink Floyd, e "The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars", de David Bowie, influenciaram a criação de "The Black Parade". O cantor e compositor comentou tais influências.
"Eu nem tinha pensado nisso até muito recentemente, mas é quase como se estivéssemos tentando liderar algum tipo de movimento de rock neoclássico. Trazer a pompa e o teatro de volta. Prestando homenagem a essas músicas antigas - não as copiando, mas fazendo uma homenagem total. Queríamos capturar essa glória, esse exagero e essa essência do rock clássico dos anos 70 (...).
Não vou mentir, muitos dos sentimentos em ‘The Black Parade’ vêm de um lugar semelhante ao de ‘The Wall’. Há um certo grau de desprezo em algumas das letras desse disco e um certo grau de resignação. Esse disco é como o ‘The Wall’, pois trata de alienação - alienação de uma banda e, depois, a reivindicação do próprio destino.
Esse disco trata, em grande parte, do destino, mas quando faço a pergunta: ‘Você será o salvador dos quebrados, dos derrotados e dos condenados?’ [‘Will you be the saviour of the broken, the beaten and the damned?’, trecho da letra de ‘Welcome To The Black Parade’], isso não é para mim. Não sou nenhum tipo de figura messiânica, como foi mal interpretado. Basta fazer a pergunta - a mim mesmo, a você, a todos em nosso público - ‘O que você vai ser?’. E é quase como se o disco o levasse nessa jornada e tentasse lhe ensinar coisas, porque se você ouvir a letra de The End, eu digo: ‘Quando eu crescer, não quero ser nada’. Esse disco foi muito bem pensado", finalizou Gerard.
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