Bob Daisley explica por que hesitou em se juntar ao Rainbow; "Você pode acabar sem nada"
Por Ricardo Bellucci
Postado em 23 de novembro de 2024
Trabalhar com pessoas difíceis não é fácil para ninguém. A pessoa pode ser extremamente talentosa, habilidosa e até mesmo genial, mas se tem um gênio difícil e um ego gigante, as coisas podem ficar feias. Bob Daisley passo por um dilema assim quando foi convidado a fazer parte do Rainbow.
Em entrevista ao Bass Player, Daisley disse que o Rainbow estava procurando um baixista adequado aos padrões da banda, quando ele decidiu fazer o teste: "O que me ajudou um pouco foi que quando fui para a audição, eles já tinham feito o teste com cerca de 40 baixistas diferentes. Eles não conseguiam encontrar ninguém de quem gostassem, pois você tinha que ter a aparência adequada e tinha que ser o tipo de pessoa que se dava bem com todos eles." E devemos lembrar que eles, naquela época eram nada mais nada menos que Cozy Powell, Ronnie James Dio e o lendário guitarrista e gênio difícil Ritchie Blackmore. "No final da minha audição — eu toquei por uma hora e meia ou mais — eles foram para um escritório em algum lugar e tiveram uma conversinha. Eles voltaram e disseram: 'Você conseguiu o show se quiser.' Eu não fiz isso para ser atrevido, mas eu apenas disse, 'Vou pensar sobre isso.' Eu estava falando sério; eu tinha minha própria banda, Windowmaker, e as pessoas me avisaram, 'Se você trabalhar com Ritchie, você pode durar cinco minutos. Ele pode te mastigar, te cuspir. Você pode acabar sem nada.' Então eu tive que pensar sobre isso."

Daisley decidiu refletir um pouco mais, mas o senhor destino acabou intervindo, de forma inesperada: "Eu estava fazendo um show no Whisky com o Widowmaker, e Ritchie e Cozy apareceram. Ele ficou para o show e ao acabar eu subi as escadas e então uma briga começou com o pessoal do Widowmaker. Eu pensei, quer saber, foda-se isso! Arrumei minhas coisas e disse, 'Vou me encontrar com Ritchie, e vou me juntar ao Rainbow.'"
Sobre como foi a gravação de "Long Live Rock 'n' Roll", o baixista disse: "Eu simplesmente abaixei a cabeça e continuei. Tentei ser o mais confiável e profissional possível. Eu me dei bem com Ritchie; ele podia ser – bem, ele sabia o que queria. Ele não tolerava tolos de bom grado. Ele também era um tipo de pessoa muito consciente. Trabalhar com alguém assim, eu realmente gostei. Foi uma boa curva de aprendizado para mim."
Fonte: Ultimate Guitar
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