O que sempre dificultou compreensão do público em relação aos Titãs, segundo Nando Reis
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de dezembro de 2024
O músico Nando Reis comentou, em entrevista ao Corredor 5, os desafios que marcaram a trajetória dos Titãs na relação com o público. Segundo ele, a banda era percebida como "esquisita", tanto visualmente quanto musicalmente, devido à pluralidade de integrantes e estilos.
Nando observou que essa impressão estava relacionada à grande quantidade de influências e compositores dentro da banda, o que dificultava tanto a própria compreensão interna do grupo quanto a conexão com o público. "As pessoas nos observavam de forma visual e comentavam que éramos algo esquisito. Musicalmente, isso também se devia à grande quantidade de pessoas envolvidas, muitas influências, muitos compositores", afirmou.

Ele também explicou que os shows eram marcados por uma certa desconexão, resultado da diversidade de elementos no palco, como personalidades, timbres e composições. "Nosso show era meio desconexo, sabe? Acredito que conseguimos reproduzir e encontrar essa unidade que amarrasse tudo: as diferentes personalidades, diferentes timbres, as diferentes composições, a disposição no palco", completou.
Nando Reis e os Titãs
Nando Reis integrou os Titãs de 1982 a 2002, período em que a banda consolidou sua relevância no rock brasileiro. Com sua formação original de oito integrantes, o grupo destacou-se pela mistura de estilos e pela pluralidade de composições, características que contribuíram para o sucesso, mas também representaram desafios internos e na relação com o público.
Entre os discos mais marcantes dos Titãs estão "Cabeça Dinossauro" (1986), que trouxe faixas como "Polícia" e "Bichos Escrotos", e "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" (1987), com músicas como "Comida" e "Diversão". Outro destaque é "Titanomaquia" (1993), conhecido pelo peso das canções, como "Nem Sempre se Pode Ser Deus".
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