O indiscutível maior fenômeno do rock brasileiro dos anos 1980, segundo Roberto Frejat
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de janeiro de 2025
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Em entrevista ao canal de Júnior Coimbra, Roberto Frejat, ex-vocalista do Barão Vermelho, destacou a dimensão do sucesso do RPM como o grande fenômeno do rock brasileiro dos anos 1980. Para Frejat, o impacto do grupo ultrapassou o de outros grandes nomes da época.
"Eles foram o grande fenômeno da nossa geração, né? A Blitz fez sucesso, o Barão fez sucesso, o Paralamas também, mas o RPM foi um fenômeno. De uma certa maneira, na nossa geração, foi o grande fenômeno."

Frejat comparou o RPM com outros nomes icônicos e fez questão de mencionar bandas de gerações seguintes, como o Skank, que também atingiu números históricos. "O Skank foi um fenômeno dentro da geração deles. É uma banda que vendeu 2 milhões de discos duas vezes nos anos 90. Isso não existe na história do Brasil no pop. Não tem. Só o Skank. Agora, o RPM vendeu mais de 1 milhão no primeiro disco. Depois, o ‘Rádio Pirata Ao Vivo’ também vendeu mais de 1 milhão. O RPM foi o grande fenômeno de vendagem naquela época."
O álbum "Rádio Pirata Ao Vivo", lançado em 1986, é até hoje considerado o disco mais vendido da história do rock brasileiro, com estimativas de mais de 3 milhões de cópias. Gravado no Pavilhão de Convenções do Complexo do Anhembi, em São Paulo, o disco foi impulsionado por hits como "Olhar 43", "Rádio Pirata" e regravações de "London, London", de Caetano Veloso, e "Flores Astrais", do Secos & Molhados.
Frejat também abordou a trajetória da Legião Urbana, destacando o diferencial da banda em relação à longevidade das vendas. "Aconteceu algo muito interessante com a Legião Urbana. Eles criaram um público que, além de comprar bem na época em que eram sucesso, continuou comprando ao longo do tempo".
Ele continua: "Eles nunca venderam 1 milhão de cópias de um disco, mas vendiam 500, 600 mil. Isso era uma quantidade absurda para qualquer artista. A diferença é que, enquanto muitos vendiam bem no momento do lançamento e depois caíam, os discos da Legião continuavam vendendo consistentemente. A cada novo álbum, eles mantinham essa média, criando um público fiel que comprava e ouvia por muito tempo."
Confira a entrevista de Frejat abaixo.
RPM e "Rádio Pirata Ao Vivo"
Curiosamente, "Rádio Pirata Ao Vivo" só foi gravado devido à popularidade de uma performance pirata da banda. Em 1985, um show em Porto Alegre foi registrado e enviado às rádios, onde a faixa "London, London" se destacou. Pressionada pela gravadora CBS, a banda optou por gravar um álbum ao vivo para capitalizar a demanda, evitar a pirataria e continuar a turnê.
Segundo Luiz Schiavon, tecladista do RPM, a decisão foi estratégica. "Mataríamos três coelhos com uma cajadada só: estancaríamos a pirataria das músicas do show; teríamos tempo para terminar a turnê e, por fim, ganharíamos um tempo para descansar, tirar férias e voltar a compor um novo disco."
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