A obra do Led Zeppelin onde Jimmy Page surpreendeu os colegas de banda; "O cara surtou?"
Por Bruce William
Postado em 28 de fevereiro de 2025
O Led Zeppelin sempre foi uma banda que fugiu do óbvio. Desde sua formação em 1968, Jimmy Page já tinha em mente um grupo que não seguiria padrões, explorando novos caminhos no rock. Além de ser o guitarrista e principal compositor, ele também se envolvia profundamente na produção dos discos, garantindo que cada álbum tivesse um som único e inovador.
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Em 1976, a banda lançou "Presence", um álbum que acabou sendo o menos vendido do grupo na época. Gravado em meio a circunstâncias desafiadoras, com Robert Plant se recuperando de um acidente de carro, o disco foi praticamente moldado por Page, que passou noites inteiras trabalhando na produção. O resultado foi um som mais cru e direto, diferente dos arranjos mais sofisticados de "Physical Graffiti" (1975) ou "Houses of the Holy" (1973).
A faixa de abertura, "Achilles Last Stand", exemplifica bem essa abordagem. Com mais de dez minutos de duração, a música traz um ritmo acelerado e uma estrutura densa, cheia de camadas de guitarras. O próprio Page relembrou como o processo foi intenso: "Foi feito em uma noite, o arranjo inteiro. Para ser honesto, os outros caras nem sabiam", disse o guitarrista, em fala resgatada pela Far Out.
Inicialmente, os integrantes ficaram surpresos com a música e até questionaram a sanidade de Page. "Eles diziam: 'O cara surtou? Sabe o que está fazendo?' Mas, no final, o quadro se formou", contou. O resultado foi uma das composições mais ousadas da banda, que se tornou uma das favoritas dos fãs.
Apesar da recepção morna na época, "Presence" envelheceu bem e hoje é reconhecido por sua energia e experimentação. Mesmo quando o sucesso comercial não veio de imediato, Jimmy Page continuou seguindo sua visão artística, surpreendendo até seus próprios companheiros de banda.
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