Marcel Schmier (Destruction) critica Elon Musk e teme pelo futuro do planeta
Por João Renato Alves
Postado em 20 de fevereiro de 2025
Marcel "Schmier" Schirmer, baixista e vocalista do Destruction, concedeu entrevista ao Blabbermouth. Além de falar sobre o novo álbum da banda, "Birth of Malice", o músico externou sua preocupação com o momento do planeta e suas relações políticas. Ele declarou:
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"É loucura. Nunca aprendemos com a história. O que está acontecendo no mundo agora, com todos os partidos de direita sendo importantes novamente em tantos países, até mesmo na Alemanha, onde isso não deveria acontecer. Também temos esse partido de direita que Elon Musk estava recomendando aos alemães para votarem."
Musk manifestou apoio público ao AfD, partido de extrema-direita com ligações ao neonazismo. Schmier prosseguiu: "Primeiro de tudo, você não diz a um país em quem votar quando você está no governo de outro. É desrespeitoso. Como alemães, sabemos que este partido é um partido de direita. A Alemanha tem muitos problemas, é claro. Temos muitos imigrantes. Esse é um problema que precisa ser resolvido. Somos um país pequeno. Não podemos receber milhões de imigrantes, isso vai causar problemas e tirar os nazistas de suas tocas. É disso que se trata a história. Apenas aprenda com isso. Está acontecendo de novo. Para mim, os erros que aconteceram no passado estão aqui agora porque a política leva tempo para ser assimilada."
E já que Elon se meteu na Alemanha, Marcel também palpita sobre os Estados Unidos. "Os problemas da América agora não são culpa de Joe Biden. É culpa de governos anteriores e políticas mais antigas. É isso que as pessoas não enxergam, querem ver apenas o estado real. O estado real começou há 20 anos ou mais."
Sobrou até espaço para uma correlação com as artes. "Sou um grande fã de 'Jornada nas Estrelas'. Sempre pergunto por que não estamos aprendendo com filmes ou programas como esse. Coloque pessoas no poder que tenham algo a dizer. Pessoas que sejam inteligentes, que tenham estudado, que sejam cientistas. Essas pessoas deveriam ser políticas. Pessoas que não sejam egoístas. Pessoas que estejam lá por nós, os humanos. Isso tem que mudar para tornarmos o planeta um lugar melhor.
No momento, estamos no meio da merda. Há guerra em todos os lugares. Quando falo com as pessoas, todos estão assustados. Na Escandinávia estão me dizendo que estão se preparando para uma guerra com os russos. Está chegando. É possível. É um momento assustador. Se a América for desestabilizada e recuar da OTAN, Vladmir Putin dirá: 'Ei, é tudo meu agora. Vamos pegar.' Esse equilíbrio sempre foi importante. Claro, todos têm medo de que o equilíbrio do mundo esteja saindo do controle e haja mais guerra. A guerra pode aumentar muito rapidamente com todas as armas que temos. Não queremos que isso aconteça."
Schmier ainda se declarou abismado com o fato de suas antigas letras continuarem fazendo sentido no mundo atual. "Oh, é horrível. Os humanos nunca aprendem com a história. A manipulação é mais fácil agora por causa da internet. Antigamente, era mais difícil com jornais e livros que você tinha que queimar e tal. Agora, dividir e conquistar na internet é tão fácil. Você pode programar alguns bots com IA e eles podem manipular a internet para você. É por isso que escrevemos 'Cyber Warfare'. Tivemos um ataque de bots quando a guerra russa começou com a Ucrânia. Foi uma loucura. Milhares e milhares de bots atacando nosso Facebook. No final, tivemos 12.000 comentários. Tivemos que apagar e bloquear muitos bots.
Fizemos isso por três dias — eu e meus caras, apenas 24 horas bloqueando e apagando comentários. Ficamos tipo, 'Que porra é essa?' Percebi que era um exército de robôs russos tão grande que até uma banda de metal na Alemanha que não tem nada a ver com política era um alvo. Foi assim que surgiu 'Cyber Warfare'. Além disso, muitas pessoas não têm tempo para ler as notícias, então elas as pegam da internet. Cinquenta por cento é informação falsa. As pessoas não têm tempo, pois chegam do trabalho; elas têm dois empregos. Elas querem ver as notícias; elas leem algo e acreditam."
E é assim que o efeito de propagação de teorias conspiratórias acontece, finaliza o músico. "Exatamente. Se aquilo que está escrito se encaixa na sua visão de mundo, você aceita a mentira sem questioná-la. É absurdo como tantas pessoas podem ser manipuladas tão facilmente. Há muitas similaridades entre o que aconteceu no passado e o que está acontecendo agora. É a mesma receita, a mesma prescrição, mas tudo feito com as ferramentas do mundo moderno que temos."
"Birth of Malice", novo álbum do Destruction, sai dia 7 de março. Além de Schmier, a formação conta atualmente com o baterista Randy Black (ex-Annihilator e Primal Fear) e os guitarristas Damir Eskic e Martin Furia – este último substituindo Mike Sifringer, que até 2021 era o único a ter feito parte de todos os lineups.
Fundada em 1982, a banda integra o extraoficial grupo do Big Four germânico, junto a Kreator, Sodom e Tankard.
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