A condição financeira que Tim "Ripper" Owens impôs para escrever autobiografia
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de fevereiro de 2025
Tim "Ripper" Owens, ex-vocalista doJudas Priest e atual KK’s Priest, revelou que gostaria de escrever uma autobiografia, mas somente se for pago por isso. Em entrevista ao podcast Scars And Guitars (transcrição Blabbermouth), ele afirmou que não pretende lançar um livro sem retorno financeiro.
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"Vejo muitos músicos escrevendo livros e sei que eles não ganharam muito com isso", afirmou Owens. "Não digo que ficarei rico, mas, se eu escrever um livro, ele precisa me pagar para ser escrito. Preciso pensar na aposentadoria."
O cantor, que ganhou notoriedade ao substituir Rob Halford no Judas Priest em 1996, admitiu que há aspectos de sua carreira que não se sente confortável em expor. "Não quero jogar ninguém debaixo do ônibus. Talvez ficasse um pouco chato, porque não vou contar tudo. Por outro lado, talvez falar de tudo fosse uma boa ideia", refletiu.
Owens também mencionou a trajetória inesperada que teve na música. "Sou apenas um garoto de Akron, Ohio, que teve a chance de cantar no Judas Priest. Já toquei com músicos como Ace Frehley (Kiss) e Scott Ian (Anthrax). É uma história insana."
O vocalista também comentou o filme "Rock Star" (2001), estrelado por Mark Wahlberg, que foi inspirado em sua história. Segundo Owens, a produção inicialmente seria mais fiel à sua trajetória, mas o Judas Priest decidiu se afastar do projeto, levando os produtores a criarem uma versão fictícia.
Sobre sua carreira após deixar o Judas Priest, Owens rebate críticas. "Muitos perguntam: 'O que você fez depois do Judas Priest?'. Mais. Já toquei para multidões semelhantes, vendi mais discos. Alguns tentam me menosprezar dizendo que eu 'já fui alguém'. Mas estou fazendo mais agora do que nunca", afirmou.
Owens não descarta lançar um livro, mas reforça que precisa de uma proposta financeira concreta. "Eles já fizeram um filme sobre mim e não ganhei nada com isso. Se for para escrever um livro, que seja um negócio justo", concluiu.
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