Régis Tadeu surpreende ao elogiar partes do novo álbum do Dream Theater
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de fevereiro de 2025
O crítico musical Régis Tadeu, conhecido por sua postura ácida e implacável contra bandas de metal progressivo, e principalmente contra o Dream Theater, surpreendeu ao admitir que algumas passagens do novo álbum da banda, "Parasomnia", soaram bem aos seus ouvidos.
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O disco marca o retorno do baterista Mike Portnoy à banda, algo muito aguardado pelos fãs. Apesar de manter sua postura crítica, Régis reconheceu em vídeo no seu canal que certos momentos do álbum apresentam uma abordagem mais contida e até elogiou alguns trechos específicos.
Lançado recentemente, "Parasomnia" é um álbum conceitual sobre distúrbios do sono e traz o que o crítico descreveu como "tudo que os fãs sempre querem em relação ao som". No entanto, sua análise trouxe os comentários ácidos de sempre, especialmente sobre os vocais de James LaBrie e os exageros técnicos da banda.
"In the Arms of Morpheus"
"A faixa de abertura, que é um tema instrumental intitulado ‘In the Arms of Morpheus’, tem uma introdução suave, que vai num crescendo inicialmente atmosférico até embarcar numa sequência tensa e caótica para que toda a banda entre depois, né? Com o Mike Portnoy já se exibindo com seus malabarismos técnicos, né? Como se ele quisesse já mostrar logo de cara um cartão de visitas. Curiosamente, os outros instrumentistas se mostram contidos em criar uma outra atmosfera mais centrada nos riffs de guitarra. Inclusive, isso me lembrou muito certos momentos daquele disco ‘Train of Thought’, de 2003. E não em sequências mirabolantes ali, cheias de notas para tentar se igualar ao exibicionismo do Mike Portnoy. Até mesmo o solo de guitarra do John Petrucci é mais melodioso que o normal, para o padrão, claro, do João Petrucci, né? Com as notas mais prolongadas e uma melodia que poderia até… daria até para assobiar."
"Night Terror"
"Aí vem essa na sequência. Com seus quase 10 minutos e com uns riffs de guitarra muito bons, densos e sem presepadas técnicas excessivas. Por incrível que pareça, é uma canção que soa de um modo bem direto, o que é evidentemente surpreendente para os padrões da banda, né? Até que entram os vocais do James LaBrie, que são tão previsíveis em suas linhas melódicas quanto insuportáveis em seus timbres adocicados, até mesmo nos momentos em que uma expressividade mais tensa é pedida pela própria música."
"A Broken Man"
"Esse tradicional exagero Rush-maníaco descontrolado começa a aparecer exatamente na faixa seguinte, a confusa ‘A Broken Man’, com exageros rítmicos da parte do Portnoy, enxertando ali umas viradas complicadíssimas e velozes em inúmeros tons, uns tambores com afinação agudíssima em momentos completamente desnecessários dentro do arranjo. E com o James LaBrie tentando soar de modo maligno, só que tão assustador quanto um filhote de gato. São mais de 8 minutos de um exibicionismo estéril que sempre foi a marca da banda em seus discos anteriores."
"Dead Asleep"
"Aí vêm os mais de 11 minutos, que começam como se fosse uma balada progressiva do Kansas, até que surge um bom e pesadíssimo riff do John Petrucci, seguido por outro riff igualmente bom, com poucas notas. Só que esses dois riffs acabaram sendo estragados pelos exageros rítmicos do Portnoy, né? O Portnoy pensou que essa música fosse um workshop, sabe? E não uma canção de estúdio."
"Midnight Messiah"
"Aí vêm os quase 8 minutos de ‘Midnight Messiah’, que é a única música composta pelo Mike Portnoy que entrou no disco. Essa música começa como uma balada progressiva, cuja levada de bateria vai se desdobrando juntamente com os outros instrumentos para então desaguar num tema, acredite se quiser, com um groove mais reto".
"Bend the Clock"
"Surge uma canção intitulada ‘Bend the Clock’, que é uma balada conduzida inicialmente pela guitarra isolada do Petrucci, né? Com o LaBrie naquela interpretação arfante dele, que é absolutamente insuportável. A surpresa, mais uma, é que o John Petrucci entrega, nessa canção, dois solos lindamente melódicos, enxutos e certeiros para a atmosfera sônica da música. E, da mesma forma, o Mike Portnoy se segura para não comprometer ainda mais o arranjo."
"The Shadow Man Incident"
"E aí chega a derradeira faixa. Eu tive que respirar fundo para encarar os mais de 19 minutos de ‘The Shadow Man Incident’. Com uma simulação sonora de um Black Sabbath lavado com amaciante, tá? Para então depois entrar na sequência uma série de convenções rítmicas quase marciais, vamos dizer assim, que antecedem a entrada de um tema totalmente desconectado das partes anteriores, né? Mais um daqueles enxertos dentro de uma colcha de retalhos harmônico-melódico-rítmica que sempre tornam os discos e os shows do Dream Theater simplesmente insuportáveis."
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