O álbum cujos números decepcionaram Roger Waters; "Ninguém sabe quem sou eu"
Por Bruce William
Postado em 13 de fevereiro de 2025
A saída de Roger Waters do Pink Floyd marcou o fim de uma era para a banda e para o próprio músico. Durante anos, ele foi a força criativa por trás de álbuns conceituais como "The Dark Side of the Moon", "Wish You Were Here" e "The Wall", mas ao seguir carreira solo, percebeu que o público não o acompanhava da mesma forma. Seu álbum de estreia, "The Pros and Cons of Hitch Hiking" (1984), não teve o impacto comercial esperado, levando-o a uma dura constatação.
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"Eu confesso, principalmente na turnê do 'Pros and Cons', foi uma grande surpresa para mim. Foi um processo de aprendizado", admitiu Waters, em fala resgatada pela Far Out. "Na época, fiquei meio desapontado. Mas aprendi que ninguém sabe quem eu sou e que tudo estava começando do zero. Eu esperava que mais pessoas soubessem quem eu era e o que eu tinha feito. Mas não sabiam. E ainda não sabem."
A decepção de Waters com a recepção do álbum foi apenas um dos desafios enfrentados após deixar o Pink Floyd. Ele não imaginava que a banda pudesse continuar sem ele e acreditava que o grupo não existiria mais. No entanto, a justiça britânica teve um entendimento diferente. "Quando fui falar com esses caras e disse 'Estamos falidos, isso não é mais o Pink Floyd', eles responderam: 'Isso é irrelevante. Esse é um nome que tem valor comercial. Você não pode dizer que vai deixar de existir... você obviamente não entende a jurisprudência inglesa'", relembrou.
Enquanto Waters tentava consolidar sua carreira solo, o Pink Floyd seguiu adiante sob a liderança de David Gilmour, lançando "A Momentary Lapse of Reason" (1987) e obtendo sucesso com novas turnês. Anos depois, Waters encontrou seu próprio caminho, mas aquele período inicial deixou uma marca. A dura realidade de ser ex-integrante de uma das maiores bandas de todos os tempos mostrou que nem sempre o reconhecimento individual acompanha o legado de um grupo.
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