Por que Megadeth não lançou disco influenciado pelo grunge, segundo Marty Friedman
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de fevereiro de 2025
O guitarrista Marty Friedman afirmou que o Megadeth não sofreu com a ascensão do grunge nos anos 1990, apesar de muitas bandas de metal terem sido prejudicadas pelo novo cenário musical.
Em entrevista ao Ultimate Guitar, ele destacou a base sólida de fãs como fator essencial para a continuidade do grupo. "Nós tivemos a sorte de sobreviver e ainda ter uma grande base de fãs que nos apoiou, apesar disso."
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Nos anos 1990, o sucesso estrondoso de bandas como Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden trouxe uma abordagem mais sombria e introspectiva ao rock. O novo movimento contrastava fortemente com o metal mais técnico e virtuoso de grupos como Megadeth, Metallica e Slayer. Para Friedman, no entanto, a banda nunca cogitou mudar sua identidade musical para se encaixar na tendência.
"Se lançássemos um álbum grunge, teria soado ridículo. Tudo o que podíamos fazer – e tudo o que qualquer um pode fazer em qualquer época – era continuar fazendo o que fazemos de melhor."
Mesmo no auge do grunge, o Megadeth obteve grande êxito com o álbum Countdown to Extinction (1992), que trouxe Symphony of Destruction, um de seus maiores sucessos. Para Friedman, a banda manteve sua autenticidade sem ceder a pressões do mercado.
"Você não pode controlar o que os outros pensam da sua música. Eu me sinto abençoado por tocar exatamente o que quero, lançar no mundo e, se as pessoas gostarem, ótimo. Se não, ainda assim estou satisfeito."
Friedman, que deixou o Megadeth em 2000, segue carreira solo e mantém a mesma filosofia artística. Para ele, a música deve refletir a identidade do artista, independentemente das tendências. "Minha música é meio melancólica, tem muito pathos. Algumas pessoas podem achá-la triste demais, e eu entendo. Mas nunca comprometi o que faço."
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