A profissão onde David Lee Roth se sentiu muito mais importante do que ser um Rock Star
Por Bruce William
Postado em 10 de fevereiro de 2025
David Lee Roth sempre foi uma das figuras mais excêntricas e carismáticas do rock. Como vocalista do Van Halen, ele ajudou a redefinir o conceito de frontman, trazendo uma mistura de energia, teatralidade e humor que poucos conseguiram igualar. No palco, suas acrobacias e performances intensas faziam com que a música parecesse tão grandiosa quanto soava, um conceito que ele próprio defendia: "A música deve parecer com o que ela soa", disse certa vez a Henry Rollins, que o considera um de seus maiores ídolos.
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No entanto, a sensação de ser importante não veio apenas do rock. Roth encontrou significado em outros caminhos inesperados, seja por meio de seus desenhos e histórias em quadrinhos, ou explorando territórios completamente diferentes, conforme aponta a Far Out. "O que eu faço é comentário social, sempre foi assim", declarou em uma entrevista resgatada pela Far Out, ressaltando que seu interesse pela arte ia além da música.
Mas a experiência que realmente mudou sua visão de mundo veio quando ele decidiu trabalhar como paramédico. Em 2004, sem alarde, Roth se inscreveu no curso de emergência médica e começou a atuar em Nova York, atendendo chamados e salvando vidas de forma anônima. "Eu não era ninguém até vestir aquele uniforme 5.11 e sair para minha primeira chamada", revelou em entrevista à CBS, enfatizando como aquele trabalho lhe deu um propósito totalmente diferente do estrelato.
Apesar de sua personalidade extravagante, Roth logo percebeu que o humor era uma ferramenta essencial na rotina como paramédico. "Não vou mentir, eu sabia que ia passar por uma experiência humilhante", disse. "Um rockstar branco pensa: 'Isso é um trabalho fácil?' Mas o humor é sua única arma, a única boia salva-vidas que você pode oferecer para alguém que acha que vai morrer".
Muito além dos palcos e das multidões que o veneravam, David Lee Roth encontrou no trabalho de paramédico um tipo de realização que o estrelato não podia oferecer. Se o palco exigia instinto, resistência e presença de espírito, atuar como socorrista levava tudo isso para um nível ainda mais intenso. Para alguém que passou a vida inteira arrancando aplausos do público, fazer a diferença na vida de alguém, no momento mais crítico, pode ter sido o maior espetáculo de todos.
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