Kirk Hammett explica por que nunca deixará o Metallica
Por João Renato Alves
Postado em 23 de março de 2025
Durante entrevista ao jornal britânico Telegraph, Kirk Hammett falou sobre o rótulo de ser o conciliador nas discussões do Metallica. O guitarrista admitiu a reputação, mas também deixou claro que não é sempre assim. Ele disse, conforme repercussão do Blabbermouth:
"Preciso reconhecer que também sou temperamental às vezes. Ocasionalmente, bato cabeças com James e Lars. Discordamos em muitas coisas. Faz parte da rotina de estar em uma banda por mais de 40 anos."

O músico se considera tão teimoso quanto os colegas desde quando entrou no grupo em 1983. "Quando entrei para a banda, falava merda e fazia coisas malucas tanto quanto James, Lars e Cliff. Às vezes, pessoas irritadiças se voltam contra outras ao redor delas."
Em relação às lutas pessoais nos primeiros dias da banda, Kirk lembrou: "Éramos como uma gangue de jovens procurando um lugar para pertencer. Eu vim de um lar desfeito, James veio de um lar desfeito, Lars veio de um lar desfeito. A pessoa mais bem ajustada era Cliff Burton. Éramos todos casos perdidos.
Meu pai era um irlandês puro-sangue que gostava de beber e brigar. Estava sempre brigando com as pessoas, até com os amigos. Ele se reunia com meus tios e era só uma grande sopa tóxica de masculinidade, foi disso que eu saí. Mas criamos essa coisa chamada Metallica que se tornou nosso refúgio. Tem sido a única constante em nossas vidas."
E apesar das brigas e desavenças, o guitarrista garante que jamais deixaria a banda. E por um simples motivo. "Se eu deixasse o Metallica, todas as pessoas do mundo passariam o resto de suas vidas me lembrando que eu fiz parte do Metallica."
Nascido em San Francisco, Califórnia, Kirk Lee Hammett foi membro fundador do Exodus, a primeira banda thrash a existir – embora não tenha sido a primeira a lançar álbuns. Permaneceu no grupo entre 1979 e 1983. A seguir, recebeu convite para integrar o Metallica, substituindo Dave Mustaine pouco antes das gravações do trabalho de estreia, "Kill ‘Em All".
Em 2022, lançou seu primeiro trabalho solo, o EP instrumental "Portals". Ainda participou de álbuns do Santana e Michael Schenker. Fora da música, é ávido colecionador de material ligado a filmes, quadrinhos e outras mídias voltadas ao terror.
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