O clássico dos Beatles que eles trapacearam para conseguir gravar seu "complexo" solo
Por André Garcia
Postado em 12 de março de 2025
Beatles foi o maior quarteto do rock e, ao longo de sua história, um monte de gente já recebeu a alcunha de "o quinto beatle": Pete Best (baterista antes de Ringo Starr), Stu Sutcliffe (baixista antes de Paul McCartney), Jimmie Nicol (baterista que substituiu Ringo por duas semanas em 1964), o roadie Mal Evans, Eric Clapton por sua participação especial em "While My Guitar Gently Weeps", Billy Preston por ter sido o tecladista deles no "Let It Be", Yoko Ono…
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Na minha humilde opinião, ninguém fez tanto jus a ser considerado o quinto beatle quanto o produtor George Martin. Ele não só traduzia os desejos da banda para os técnicos de som e músicos de estúdio como trabalhava arranjos e fazia preciosas intervenções nas músicas. Isso sem contar que em muitas ocasiões ele chegou a atuar tocando nos discos.
O pianista David Bennett em seu canal no YouTube fez um vídeo falando sobre as 27 músicas dos Beatles em que Martin gravou algum instrumento. Uma delas foi o clássico "In My Life", em que ele fez o solo de piano.
Curiosamente, ele não conseguiu tocar o solo que ele mesmo escreveu — acabou ficando rápido e intrincado demais para seus dedos. A solução foi reduzir a velocidade da fita da música para ele gravar mais lento, depois acelerar a gravação dele e acrescentar à música. O que acabou alterando a sonoridade do piano, tando um toque extra de psicodelia à faixa:
"Rapidamente compus [para o solo de 'In My Life'] um pequeno trecho para ser tocado no piano", relembrou ele, "mas não consegui tocar. Não conseguia tocar porque era muito complexo, na velocidade em que eu queria que fosse. Então, eu disse: 'Vamos usar a técnica do piano de corda', de diminuir a velocidade da fita pela metade. Aí então eu pude tocar o piano, exatamente as notas que eu queria, com bastante eficiência."
Confira abaixo como foi o solo gravado por George Martin:
Fãs de carteirinha dos Beatles, o Pink Floyd já em seu primeiro single, "See Emily Play", usou a mesma técnica no solo de teclado de Richard Wright:
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