O clássico monstruoso do Metallica que Jason Newsted acha cafona
Por Mateus Ribeiro
Postado em 03 de março de 2025
O músico americano Jason Newsted se tornou baixista do Metallica em novembro de 1986. Coube a ele a difícil missão de substituir Cliff Burton, que gravou os três primeiros discos de estúdio do grupo e morreu em um acidente automobilístico, ocorrido em setembro do mesmo ano, durante a tour de divulgação de "Master of Puppets".
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Enquanto integrou o Metallica, Jason Newsted gravou cinco trabalhos de estúdio, sendo que o mais popular é o que leva o nome da banda. Lançado em agosto de 1991 e conhecido como "Black Album", o registro em questão vendeu dezenas de milhões de cópias e emplacou hits do calibre de "Enter Sandman" e "Nothing Else Matters".
Durante entrevista concedida à Metal Hammer em 2021, Jason Newsted falou sobre "Black Album". O baixista fez comentários sobre as duas faixas acima citadas, e confessou que acha uma delas brega.
"Eu tive dificuldades com ‘Nothing Else Matters’; eu sabia que ela deixava minha nuca arrepiada - era inegável - mas eu estava meio assustado com ela, para ser honesto, porque eu ainda queria ‘CRUNCH!’. ‘Sandman’ eu achava meio cafona, sinceramente."
Um dos grandes sucessos do Metallica, "Enter Sandman" foi ouvida mais de 1 bilhão de vezes no Spotify, e seu vídeo superou 700 milhões de views no Youtube. Sexta música que o grupo mais tocou ao vivo, a faixa que abre "Black Album" foi executada em mais de 1400 apresentações do quarteto fundado por James Hetfield e Lars Ulrich.
Adiante, Jason reconheceu a importância de "Nothing Else Matters", música que fez muita gente passar a conhecer o som do Metallica. O veterano headbanger comentou:
"Nossa música mais suave derrubou as maiores barreiras para permitir que nossas músicas mais pesadas penetrassem o mundo. Quando ela foi número 1 em 35 países em uma semana, e em sete desses países nós ainda nem tínhamos ido. Cara, isso não acontece com uma banda que diz ‘Die! Die!’ na maior parte do tempo".
Jason deixou o Metallica em janeiro de 2001, após 14 anos de colaboração. Seu último show como membro do quarteto não foi dos mais legais. Leia mais na nota a seguir.
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