O que faltava no Kiss: "Led Zeppelin e The Who soavam incríveis. Por que não conseguimos?
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de maio de 2025
Nos anos 1970, álbuns ao vivo se tornaram um marco na discografia de várias bandas. Grupos britânicos como Led Zeppelin e The Who conseguiram capturar em disco a potência de suas apresentações, fazendo dos registros ao vivo experiências quase tão imersivas quanto estar na plateia. Para o Kiss, no entanto, esse impacto parecia não existir — pelo menos até a virada decisiva com "Alive!".
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De acordo com entrevista resgatada pela Far Out, segundo o baterista Peter Criss, o problema era claro. "Ficávamos frustrados porque não conseguíamos colocar nosso som no vinil", contou ele à série Metal Evolution. "Essas outras bandas como Led Zeppelin e The Who soavam incríveis ao vivo. A gente pensava: por que não conseguimos isso?".
O que faltava, segundo Criss, não era a técnica ou o repertório. Era o elemento humano que fazia os shows do Kiss únicos: o público. "O que estava faltando era a plateia. Os gritos, a energia dos jovens… isso muda tudo."
A banda então recorreu ao produtor Eddie Kramer para registrar apresentações ao vivo. Ao ouvir os primeiros resultados, os integrantes perceberam que tinham acertado em cheio. "Agora sim. É isso que os fãs querem levar para casa: algo pra pirar, pra festejar, pra enlouquecer ouvindo alto", relembrou Criss.
O disco "Alive!", lançado em 1975, transformou o Kiss em fenômeno. A versão ao vivo de "Rock and Roll All Nite" se tornou o primeiro grande sucesso da banda nas paradas. A partir dali, o Kiss provou que, mais do que músicas, vendia experiência — euforia — espetáculo em forma de som.
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