O rockstar que pediu a Gene Simmons para deixar ele entrar no Kiss; "você está maluco!"
Por Bruce William
Postado em 22 de maio de 2025
Pouco tempo depois de conquistar o sucesso com o primeiro álbum do Van Halen, Eddie Van Halen se viu em um impasse. A banda estava em ascensão, lotando arenas e apresentando um novo padrão de virtuosismo na guitarra. Mas a convivência diária com David Lee Roth começou a cobrar seu preço — e a frustração de Eddie chegou a tal ponto que ele considerou algo impensável: sair do próprio grupo.
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A ideia não era apenas abandonar o Van Halen. Segundo Gene Simmons, do Kiss, Eddie chegou a procurá-lo pessoalmente para fazer uma proposta direta. "Eddie me ligou e disse: 'Gene, preciso te ver. Quero entrar para o Kiss. Não aguento mais o Roth. Ele está me enlouquecendo'." O pedido foi tão surpreendente que Simmons respondeu de forma enfática: "Você está maluco! Aguenta firme. Toda banda tem altos e baixos."
Mesmo com o nome estampado na banda, Eddie sempre foi mais interessado na música do que no estrelato. Roth, por outro lado, era o centro das atenções — um frontman expansivo, que dominava o palco com seu jeito performático e falas exageradas. Para Eddie, que preferia passar horas no estúdio buscando timbres e harmonias, a postura de Roth parecia um circo à parte.
O clima ficou especialmente pesado durante os anos de maior sucesso. A fama aumentou o ego de todos, mas Roth era quem mais demandava espaço, pontua a Far Out. A diferença de personalidade entre os dois se agravava em decisões criativas e em cada aparição pública. Era inevitável que isso explodisse em algum momento — e, para Eddie, a solução parecia ser uma troca de banda.
O curioso é que esse desabafo aconteceu pouco antes do lançamento de "Jump", o maior hit comercial da carreira do Van Halen. Gene Simmons lembra que, após recusar o pedido, Eddie mostrou a música para ele. Mesmo naquele momento de crise, o guitarrista sabia que tinha algo poderoso em mãos.
A história mostra que a sugestão de Simmons foi acertada. Eddie permaneceu na banda, mas o rompimento com Roth acabou vindo mais tarde, abrindo caminho para a entrada de Sammy Hagar e a fase "5150". Ainda assim, imaginar Eddie Van Halen tocando no Kiss, com seu estilo voltado para show business e uma longa lista de guitarristas substituíveis, é algo que parece ainda mais improvável hoje. Se tivesse aceitado, talvez a gente se lembrasse dele tocando "Lick It Up" em vez de "Panama". Ainda bem que alguém teve juízo naquela conversa...
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