O subgênero do metal que está voltando com tudo, segundo a Rolling Stone
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de maio de 2025
As estatísticas não mentem: "Through the Fire and Flames", do Dragonforce, ultrapassou a marca de 286 milhões de plays no Spotify. "To Hell and Back", do Sabaton, acumula mais de 201 milhões, enquanto "Army of the Night", do Powerwolf, já soma 87 milhões. Para um subgênero outrora acusado de ser excessivamente teatral, repetitivo e datado, os números mostram que o power metal sobreviveu e está em plena ascensão.

Essa renovação do gênero ficou evidente no Bangers Open Air 2025, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento, que já havia dado sinais em 2023 — ainda sob o nome Summer Breeze Brasil — de que apostaria pesado no estilo, consolidou em sua edição atual o espaço do chamado "metal espadinha" no coração do público brasileiro. Com Sabaton e Powerwolf como headliners do sábado (3), o festival demonstrou que há sim novas formas de fazer power metal — e elas têm ecoado forte em arenas mundo afora.
A Rolling Stone Brasil, que acompanhou o festival de perto, destacou como esses grupos vêm reinventando o estilo sem abandonar sua essência. O Sabaton, por exemplo, aposta em uma estética de guerra, com letras baseadas em batalhas históricas e figurinos militares. Suas músicas são mais cadenciadas, com apelo épico e atmosfera densa, aproximando-se do heavy metal tradicional. Já o Powerwolf se vale do shock rock, com maquiagem de corpse paint, figurino gótico e temática litúrgica pagã, criando verdadeiros rituais de arena com coros e refrães que não saem da cabeça.
Essa nova onda ainda conta com a força de nomes veteranos como Kamelot e Sonata Arctica, que também subiram ao palco no sábado e mostraram que ainda têm fôlego de sobra. Enquanto o Kamelot explora uma sonoridade mais obscura, o Sonata mergulha nos clichês do gênero com convicção — e continua agradando em cheio os fãs mais tradicionais.
Mas o movimento não para por aí e segundo o youtuber Gustavo Maiato já pode ser considerado uma nova onda do gênero. Novas bandas como Battle Beast, Beast in Black, Dynazty, Orden Ogan, Amaranthe, Beyond the Black e até o já encerrado Delain também têm encontrado espaço e audiência. Seja misturando elementos de folk, metal sinfônico, prog, eletrônico ou arena rock, essas bandas atualizam o power metal com produções modernas, letras mais diversas e visual imersivo.
Criticado no passado por sua estética fantasiosa e fórmulas previsíveis, o power metal dos anos 2020 prova que é possível evoluir sem abandonar a alma do gênero: melodias grandiosas, velocidade e emoção. E, no Brasil, onde o público sempre abraçou o estilo com fervor, o movimento só tende a crescer.
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