Por que o Sepultura não gostava do metal europeu e americano, segundo Iggor Cavalera
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de maio de 2025
Em entrevista ao podcast White Centipede Noise (via Loudersound), Iggor Cavalera falou sobre a imagem "satânica" associada aos primeiros trabalhos do Sepultura, banda que fundou ao lado do irmão Max em 1984. Segundo ele, o uso desses símbolos era mais um gesto de rebeldia contra a Igreja Católica do que qualquer culto ao diabo.
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"A Igreja controla tudo na América do Sul, está envolvida com política e, como todos sabem, é a coisa mais maligna. Eles vieram e estupraram a terra com a colonização. Então, ir contra a Igreja era um ato de rebeldia."
Cavalera explicou que, embora estudasse o "lado sombrio das coisas", nunca foi adepto do satanismo. Para ele, o próprio conceito de Satanás é uma criação da religião que criticava. "O mal e o bem, Satanás, na minha opinião, são criações da Igreja. Então adorar isso seria como dizer: ‘Você não aceita Jesus, mas aceita isso?’ É o yin-yang."
O baterista também comentou sobre a diferença entre o metal feito no Brasil nos anos 1980 e o que se ouvia na Europa e nos Estados Unidos. "A gente não gostava de como o metal era feito na Europa ou na América. Era tudo muito polido. Eles falavam de dragões e castelos. Isso não era a nossa realidade."
A estética crua e agressiva do Sepultura foi determinante para a consolidação da cena extrema brasileira e ajudou a banda a se destacar internacionalmente. Em 2023, Iggor e Max relançaram os discos "Bestial Devastation" (1985), "Morbid Visions" (1986) e "Schizophrenia" (1987), e seguem tocando esse repertório na estrada.
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