A banda que não é do estilo, mas que Ian Anderson disse ser o embrião do rock progressivo
Por Bruce William
Postado em 27 de junho de 2025
Definir o que é rock progressivo nunca foi fácil. Há quem diga que é rock com complexidade a mais, ou com instrumentos fora do padrão. Outros preferem dizer que é simplesmente aquilo que vai além - mais camadas, mais viagem, menos pressa. Mas para Ian Anderson, do Jethro Tull, tudo começou antes mesmo dos anos setenta, com uma banda que nunca é citada como parte da cena prog.
Em entrevista sobre as origens do gênero, Anderson apontou o trabalho do multi-instrumentista britânico Graham Bond como uma das primeiras sementes do que viria a ser chamado de rock progressivo. "Era uma abordagem mais progressiva que já surgia ali no fim de 1966", disse. "Graham Bond, que na época tinha Jack Bruce no baixo e Ginger Baker na bateria, era meio que um precursor do que virou o prog rock."

Mas foi quando Bruce e Baker deixaram o grupo para formar o Cream com Eric Clapton que, segundo Anderson, a coisa começou a tomar forma. "O Cream, de certa forma, levou Clapton além do blues. Aquilo já apontava pra outro tipo de som."
Na prática, o Cream nunca foi uma banda assumidamente progressiva, mas incorporava longas improvisações, temas experimentais e um certo desprendimento da estrutura convencional de canções, características que mais tarde seriam a base do prog. Músicos que fundaram o estilo costumam citar o trio como referência.
O mais curioso é que, mesmo com a aura pesada de supergrupo, o Cream nasceu a partir da liberdade criativa que seus membros trouxeram do tempo com Graham Bond. Para Ian Anderson, esse elo é fundamental. Sem essa ruptura inicial, talvez o rock progressivo não tivesse encontrado seu caminho - ou ao menos, não do jeito que conhecemos.
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