O único guitarrista do Iron Maiden a desafiar afinação tradicional: "Eu introduzi isso"
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de junho de 2025
Adrian Smith, guitarrista do Iron Maiden, causou surpresa ao revelar que é o único membro da banda a usar afinação Drop D em algumas músicas clássicas. A descoberta surgiu durante entrevista com Ola Englund (via Ultimate Guitar), em que Smith explicou suas motivações e revelou conflitos internos na banda.
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"Enquanto nós tocávamos músicas como ‘Run to the Hills’ e ‘The Clairvoyant’, estava tudo em Drop D. Eu fui o único a fazer isso", afirmou Smith. A declaração causou espanto, pois o estilo tradicional do Maiden nunca incluía essa afinação, típica de estilos mais modernos.
Smith explicou que a ideia teve origem nos anos 90, quando passou a colaborar com o produtor Roy Z, parceiro de longa data de Bruce Dickinson. "Aprendi com o Roy esse lance de afinação", disse. Ele brincou: "Eu falei: ‘Vamos baixar o D, movimentar com os tempos!’ Eles responderam: ‘Nah.’" Apesar da resistência, ele trouxe a técnica ao som da banda.
A afinação Drop D é popular em gêneros como groove e metal alternativo. Nessa configuração, a sexta corda da guitarra desce um tom, do Mi para Ré. O resultado é uma sonoridade mais grave, pesada e com riffs mais densos. Adrian acredita que a mudança adicionou "uma textura diferente", ainda que admita: ela só surte efeito completo quando o baixo acompanha a afinação.
Iron Maiden, Adrian Smith e afinação
Smith explicou que, ao retornar ao Iron Maiden em 1999, encontrou um estilo de tocar muito parecido com o do início de carreira. Ele queria renovar o som sem desrespeitar o legado: "O Jan estava tocando do jeito que eu tocava antes. Eu pensei em fazer algo um pouco diferente".
Mesmo sendo conhecido por sua técnica precisa e riffs melódicos, Adrian optou por explorar novas referências. A influência de Roy Z foi decisiva: "Foi ele quem me mostrou esse negócio de afinação". Isso o levou a pequenas inovações dentro do grupo, sem desvirtuar a identidade da banda.
O fato de ter sido ignorado é uma demonstração do conservadorismo dentro do Iron Maiden. A banda, fundada em 1975, sempre se pautou em manter seu som clássico, ainda que evolua ao longo dos anos. Mas a atitude de Smith revela que há espaço para experimentações discretas — mesmo que pontuais.
Para o guitarrista, a mudança não foi mera excentricidade. Ele vê nessa técnica uma forma de manter a relevância e enriquecer o repertório. "É uma textura diferente, e você consegue perceber. Eu introduzi isso no Maiden mesmo que substrategicamente".
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