O baterista que Phil Collins disse ter um ego "do tamanho de um hotel"
Por Bruce William
Postado em 24 de junho de 2025
Phil Collins não foi só o cara que deu voz pop ao Genesis. Foi também o músico que ajudou a reinventar o jeito de gravar bateria nos anos oitenta, comandou uma carreira solo gigantesca e ainda se meteu em colaborações improváveis, como tocar com o Led Zeppelin. No meio de tudo isso, acabou convivendo com músicos que, como ele mesmo, podiam ser geniais - e, claro, também cheios de si.
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Collins sempre deixou claro que tinha controle do próprio ego, mas não via o mesmo equilíbrio em todo mundo. Quando falou sobre o boom do punk que evoluiu para algo mais sofisticado, citou o The Police como uma das bandas que mais admirava, porém não resistiu a criticar um de seus integrantes.
Para Collins, Stewart Copeland, baterista do The Police, tinha um talento que ninguém podia negar. As batidas inconfundíveis em "Message in a Bottle" e "Every Little Thing She Does is Magic" provam isso. Mas, segundo ele, Copeland carregava junto um ego imenso, maior que qualquer palco que pisasse. Ele resumiu assim: "O The Police é uma das minhas bandas favoritas. Stewart Copeland tem um ego do tamanho deste hotel, mas ele toca pra caramba."
A declaração não soa como rivalidade, e sim como uma constatação de quem já dividiu projetos com gente de gênio forte. Collins e Copeland chegaram a cruzar caminhos indiretamente, pois Stewart trabalhou com Peter Gabriel, amigo e ex-colega de Genesis.
No fim das contas, o próprio Collins sabia que egos exagerados são parte do pacote quando se toca bateria como poucos. E, convenhamos: pra aguentar o nível de perfeccionismo que Copeland tinha no estúdio, talvez fosse mesmo preciso um ego do tamanho de um hotel - com direito a cobertura de luxo.
Seja em banda progressiva, trilha de filme ou hit pop, Collins sempre encontrou colegas tão bons quanto orgulhosos. E talvez, por isso mesmo, tenha sabido equilibrar carreira solo e parcerias sem explodir tudo no caminho - mesmo quando tinha que lidar com bateristas tão cheios de ritmo quanto de opinião.
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