A polêmica banda atual considerada "o novo Rage Against the Machine" por Tom Morello
Por André Garcia
Postado em 14 de julho de 2025
Em meados do século passado, a música folk era a principal forma de música de protesto, com letras repletas de críticas sociais. Tanto que Bob Dylan em seus álbuns viveu o auge de sua fase canção de protesto.
Ao longo dos anos 60, o rock se tornou o lar musical do protesto, com músicas como "Revolution" (Beatles), "Street Fighting Man" (Rolling Stones) e a interpretação de Jimi Hendrix para o hino nacional dos Estados Unidos no Woodstock.
A coisa explodiu de vez com o surgimento do punk — principalmente após os Sex Pistols e o The Clash. No final dos anos 70 acabou que aquilo foi tão explorado à exaustão que encheu o saco. Consequentemente, na década seguinte foram poucos o que faziam letras de protesto, como o U2. Esse tipo de letra passou a ser encontrada muito mais no emergente hip hop.
No começo dos anos 90 o protesto voltou com tudo ao rock com o Rage Against the Machine e sua mistura de rap com rock pesado.

Conforme publicado pela Consequence, em recente entrevista para o podcast The Strombo Show o guitarrista Tom Morello exaltou o trio irlandês de rap rock Kneecap como sendo o verdadeiro herdeiro do R.A.T.M:
"[Eles estão no] topo da lista. Pô, eles são claramente o Rage Against The Machine de hoje em dia. Tipo, tem uma lacuna entre eles e quem vem em segundo lugar."
Em tempos de extremismo político e tensões geopolíticas, o Kneecap vem provocando uma baita controvérsia com suas mensagens em defesa da Palestina e contra Israel em grandes festivais europeus, como Coachella e em Glastonbury.
O show deles no Coachella rendeu ao membro Mo Chara uma acusação de terrorismo. Já o show do Glastonbury rendeu à banda uma investigação pelas autoridades britânicas. Mas Morello saiu em defesa deles:
"O que eles estão fazendo com a arte deles é o que as pessoas provavelmente deveriam fazer mais em suas vidas: mandar a real sobre [aqueles que estão no] poder. E, pô, o Kneecap não é terrorista. Terrorismo é matar 20 mil crianças palestinas! Essa é a narrativa; e não alguns rappers irlandeses que não gostam que isso esteja acontecendo."
No primeiro fim de semana do Coachella, o Kneecap
puxou gritos de "Free Palestine" [Liberdade para a Palestina] e "Fuck Margaret Thatcher" [F*da-se Margaret Thatcher (ex-primeira-ministra da Inglaterra e ícone do neoliberalismo)]. Os gritos foram reprovados pela produção do evento, e acabaram cortados da transmissão ao vivo.
O controverso trio foi defendido por nomes como Massive Attack, Johnny Marr, Pulp, English Teacher e Fontaines D.C. — que alegaram que eles agiram dentro dos limites da liberdade de expressão.
Já a rainha da treta Sharon Osbourne não gostou nem um pouco da atitude, e chegou a pedir que os vistos de trabalho da banda fossem revogados. Vários dos shows que o Kneecap faria na Alemanha foram cancelados.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
O álbum que define o heavy metal, na opinião do vocalista do Opeth
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
O melhor álbum do Judas Priest, de acordo com o Loudwire
15 músicas que o Megadeth nunca tocou ao vivo - e dificilmente tocará
A clássica banda prog que Dave Grohl nunca curtiu; "hippie demais pra mim"
Ao ser acordada ao som de Sepultura, participante do BBB tem reação inesperada
Iron Maiden - A melhor música de "Brave New World", segundo o Heavy Consequence
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Rush anuncia tecladista Loren Gold como membro da banda de apoio
50 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em março
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Edu Falaschi revela como surgiu convite para reunião com o Angra no Bangers Open Air
Rush está ensaiando cerca de 40 músicas para sua próxima turnê
Turnê nacional do Left to Die sofre mudanças na agenda



A música do Limp Bizkit que fez o Rage Against The Machine encerrar atividades
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Dez clássicos do rock que viraram problema devido a alguma polêmica
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
Tom Morello: do machismo a Satã, o grande problema das letras do metal segundo ele


